Mais do que um menino é ou são

Vocês já se perguntaram de porque estão nesse mundo?

2020.10.20 02:14 um_ser_pensante Vocês já se perguntaram de porque estão nesse mundo?

Eu fico analisando o mundo, as pessoas são tão vazias, tudo é tão vazio, a sociedade é vazia demais, todo mundo que eu olho parece só estar existindo, fazendo coisas que eu não vejo o menor sentido, se importando com coisas que não tem a menor importância e ainda ficam lhe impondo, julgando e cagando regra 24h/dia na sua vida. Querem interferir em tudo, querem que você seja um servo, querem que você não tenha liberdade, querem que seja um "bom menino" obediente e servil.
Se você tem um pensamento mais livre, tem um certo estilo, enfim se você é diferente, já começam a lhe julgar e querer lhe colocar nos padrões de novo. Querem manter você preso ao sistema a qualquer custo.
O que eu fico mais puto em relação a tudo, é gente que se acha o Deus vivo na terra, acha que não tem defeito, e fica fofocando, apontando tudo o que os outros fazem de errado, acham que são os donos da verdade, não sabem cuidar da própria vida, inclusive tem uma vida merda, e já que não querem mudar, não deixam os outros serem felizes, querem que todo mundo tenha uma existência (eu me recuso a chamar de vida) merda como eles, é como se um drogrado viesse lhe criticar por você fumar cigarro.
Eu percebo que a maioria não vive, só existe e usa de artíficios de coping, ficam o dia comendo comida gordurosa, cheia de açúcar e venenos químicos, ficam vendo mídias: tv e rede sociais, que lavam seu cérebro, te emburrece, distorce sua visão e queima seu circuito de recompensa, ficam vendo pornografia, algo que é o mesmo que jogar um ácido muito forte no seu cérebro, tira sua energia, sua motivação, queima seu cérebro, te vicia e te deixar broxa (disfunção erétil induzida pela pornografia), ficam enchendo a cara de bebida álcoolica e fazendo sexo adoidado com qualquer um. Ainda vem criticar quem fuma maconha (eu não fumo e não endosso o uso, por mim, usa quem quer), isso é uma hipocrisia muito grande.
Acima disso, eu ainda vivo no Brasil, um país porco (sem querer ofender os porcos), que você é roubado e enganado 24h/dia, o governo tira 5 meses de impostos do seu salário, você não pode empreender, porque além de crises, ainda tem muito imposto e burocracia, emprego tá muito díficil, inflação e um bocado de merda, e a cada 4 anos, vem político pedir voto, o cara que roubou você durante quase 4 anos, vem pedir voto pra você, e povo ainda idolatra essa cambada de parasitas, pelo menos nos outros países tem menos disso.
Eu procuro ignorar esse tipo de coisa e viver uma vida mais zen, por sorte ainda tenho 16 e não preciso trabalhar, mas vou ter que fazer isso no futuro, procuro fazer exercícios, meditar, desabafar, cuidar da minha saúde física e mental, sei que sou um pouco privilegiado, mas tento aproveitar isso ao máximo, mas tem uma hora que a carga fica muito pesada e tenho que vir desabafar aqui, a vida é uma joia rara que foi jogada em uma privada entupida com merda.
Às vezes eu me torno meio misantropo, não aguento mais o ser humano, admito que 90% da humanidade é lixo tóxico, eu por ser um homo sapiens também sou um pouco lixo, mas procuro ser o menos lixo que eu posso ser.
Uma prova do que eu estou falando é que um dia desses, minha mãe me zoou por assistir Naruto, um anime tão bom que ensina tanta coisa e é muito divertido, ela disse eu era muito velho pra assistir aquilo. É todo dia alguém ou algo pra me encher o saco, eu estou no meu canto, vivendo pacificamente, aí vem alguém pra me encher o saco, sempre vem, parece que é algo assim, marcação.
Era isso que eu queria soltar aqui.
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2020.10.20 01:20 ThrowAway96521113 Estou com muito medo de sair do trabalho para tentar viver de jogos

TL;DR- Tenho 21 anos, tenho uma vida ótima mas não estou feliz. Quero parar de trabalhar, pelo menos por alguns meses, para tentar viver de CS e streaming, é uma decisão muito difícil pra mim, queria dicas ou incentivos.
Contando um pouco da minha história, em 2017 eu comecei a treinar para uma competição que era uma seletiva para uma competição mundial, eu treinava para a área de programação, passei pela seletiva estadual, seletiva nacional e fui para a mundial, nesse tempo, eu tive um treinamento de 8 horas pra mais todo dia, então eu nunca tive tempo de fazer faculdade (fiz só 1 ano em 2017) e muito menos pra trampar, mas o treinamento me rendeu muito conhecimento, e me deu a chance de viajar para vários estados do Brasil e 2 vezes para a Rússia (nunca tinha viajado de avião e nunca tinha saído do Brasil tirando o Paraguai). Depois da competição (2019), procurei um emprego, o que não deu em uma oportunidade incrível como todos diziam que eu teria, e acabei indo trabalhar com meu ex-treinador em sua empresa pequena, ganhando melhor que qualquer oportunidade que eu tive e home office, ou seja, melhor emprego da minha vida (piadinha porque foi meu primeiro emprego com 20 anos).
Sabendo tudo isso, eu devia ser uma pessoa super feliz, estou sendo um menino mimado que é boy mas continua reclamando. Mas estou escrevendo isso porque obviamente não estou feliz, tenho um PC top, que era o que eu sempre quis, e posso comprar praticamente tudo que eu quero, mas acabou por aí, agora na quarentena não gasto mais com nada, não quero comprar mais nada, e estou vivendo num tédio infinito, faculdade a distância e home office.
Aí que chega o problema, sempre tive umas piras com a vida, sou ateu e tenho certo receio de como viver a vida, afinal, um dia vai ficar tudo preto e pronto. Por isso eu tive a grande ideia, 2 meses atrás, de guardar toda a grana que eu posso e sair do trampo no ano que vem pra tentar viver o meu sonho, que é ser jogador profissional de CS ou streamer, só que eu não tenho um time daora, não sou o fodão no jogo pra se destacar entre os melhores ainda e muito menos famoso pra viver só de stream. Nesses 2 meses que eu tive esse ideia na cabeça eu estou respirando CS 24 horas por dia, estudo, treino todo momento que eu posso, e até quando não posso durante as aulas kkk. Além de fazer lives todos os dias, inclusive 8 horas de duração nos fins de semana.
São muitas coisas passando pela minha cabeça, além das recaídas com a quarentena, não sei se é a escolha certa, mas eu imagino que se eu nunca tentar seguir esse caminho, no futuro eu vou olhar pra trás e me arrepender, eu sei que esse trampo não está me deixando feliz então acho que seria uma boa escolha sair, quando eu fui falar com um amigo meu que está desempregado, ele falou que eu não deveria estar triste, porque eu estou numa situação muito boa, isso me fez pensar tanto e me sentir tão mal que eu finalmente considerei ter um encontro com algum psicólogo.
Meu plano envolve eu continuar na faculdade enquanto sigo a vida de gamer, porque, por causa da competição mundial que eu participei, eu sou reembolsado a faculdade inteira caso eu não reprove em nenhuma matéria, então seria um plano B ter um diploma ainda caso eu fosse procurar emprego de novo.
Então como já disse, estou escrevendo isso porque precisava desabafar sem ser público e talvez ouvir opiniões de outras pessoas, que talvez passaram por isso quando mudaram de área/emprego. Valeu
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2020.10.19 16:32 todorokeyshoto Talvez eu esteja apaixonado pelo meu melhor amigo

Em primeiro lugar: adorei descobrir esse subreddit porque eu só conhecia subreddits de desabafo em inglês, e nada melhor que falar sobre sentimentos em português kkkkkk. Pra vocês entenderem melhor o contexto, preciso voltar um pouco na minha vida. Enquanto eu crescia, vamos dizer por aí 11~12 anos, eu nunca tive muita facilidade em manter amizades com meninos. Na verdade, eu tive 2 bons amigos meninos, que eventualmente me trocaram por outros amigos ou só se distanciaram por coisas da vida mesmo. Eu nunca tive um melhor amigo que deixou eu ser carinhoso e afetuoso em relação a ele. Talvez por ser bem claro que eu sou bi, eles se sentiam desconfortáveis de alguma maneira. Por favor, eu não sou um assediador de amigos, eu não to aqui pra reclamar que meus amigos héteros não estão me dando bola, estou falando sobre como eu enquanto homem bi, nunca fui ensinado a ter liberdade com outros amigos homens pra demonstrar carinho. Essa cultura eu sei que é uma cultura muito masculina, independente deles respeitarem minha sexualidade, mesmo se eu fosse hétero, homens são ensinados a não aceitarem carinho de outros homens. Pois bem, agora vamos pular um pouco no tempo. Quando eu entrei no ensino médio, em 2016, fiz amizade com um menino hétero, que rapidamente se tornou um dos meus melhores amigos. Em 2017 ele se afastou um pouco porque tava passando por um momento difícil então acabou se fechando pra todos. Porém, de 2018 até hoje, nós não nos desgrudamos pra nada. Ele foi a primeira pessoa que eu vi assim que a pandemia diminui bastante na minha cidade depois de 6 meses, eu durmo na casa dele, viajo com ele, a gente sai juntos, basicamente toda lembrança feliz que eu tenho da minha adolescência é ou por causa dele ou pelo menos contém ele presente. Esse amigo é também bem receptivo de carinho, ele é meio chato com toque kkkk, porém ele não liga que eu abrace ele muito, faça cafuné, deite no colo dele, nem que eu demonstre carinho com palavras e outras ações, e ele retribui também, não na mesma intensidade que eu, mas pra ser tão grudento igual eu é difícil também kkkkk. Meu ponto é: Ele é possivelmente a pessoa que eu mais amo no mundo, que me dá carinho, que aceita o meu carinho, que me faz muito bem, eu converso com ele todo dia por horas e etc. Meus sentimentos estão ficando um pouco embaralhados. Eu não cresci sabendo diferenciar um melhor amigo de uma paixão, porque pra ser sincero, nunca fui ensinado a amar outros homens não-romanticamente, ou eu gostava de alguém romanticamente ou então era só uma amizade fria, não podia amar meus amigos, então eu não sei mais dizer o que é um sentimento de amizade e um sentimento de paixão, porque pra mim, se eu amo tanto ele, tenho tanto carinho por ele, será que isso significa que eu estou apaixonado? Sendo muito sincero, eu tenho uma desconfiança de que talvez ele tenha algum sentimento por mim, porém, meu desabafo não é sobre conquistar ele ou não, ele me dá tudo que um namorado poderia me dar, menos me beijar, então pra ser sincero, implorar por um beijo em troca de possivelmente estragar nossa amizade não faz sentido nenhum, prefiro um amigo carinhoso presente do que amigo nenhum. Meu desabafo na verdade é só uma maneira de tentar encontrar pessoas que se identificam com esse sentimento, e talvez só descobrir se vocês conseguiram descobrir essa diferença em algum momento. Obrigado todo mundo <3
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2020.10.19 07:17 yooo66666 Autosabotagem, pornografia e brochar.

Nem sei por onde começar... primeiramente tenho 20 anos e é realmente um pouco constrangedor escrever isso mesmo sabendo que ninguém me conhece, mas ok bora lá. A mais ou menos 2 anos eu terminei o meu ultimo namoro e já naquela época eu consumia pornografia mas era beeem menos, tanto que ainda não atrapalhava nada em minhas relações sexuais, tudo sempre flui numa boa, nunca pensei que poderia ter problemas com isso. Daí, dps do termino comecei a consumir mais a pornografia mas ainda tava dboa, me sentia tranquilo em relação a isso, trocava ideia com varias mina me sentindo bem e despreocupado, só que aí pro final de 2018 eu fui encontrar uma amiga minha e rolou minha primeira brochada, fiquei porra, desesperado na hora, com vergonha e pá(era a primeira vez da mina) nussss fiquei bem abalado serião, falei com uns amigos meus e eles foram suave, nem tiraram sarro, disseram que era normal, mas aí que começou o problema(deveria ter levado numa boa né, todo "mundo" leva isso numa boa, pq eu n iria) enfim, a partir daí comecei minha graaande jornada de autosabotagem e porra velho, até hj n consegui superar isso (como cara???? kkkk taloko) eu realmente rio disso, pq parece ser piada as vezes, eu gosto de mulher, gosto demais cara, e desde de essa época eu comecei a questionar tudo, minha sexualidade, pô problemas mentais, uma avalanche de pensamentos mesmo. (Tá, são muitas coisas a se falar e ainda to com vergonha de escrever isso, mas vamo lá)
Inicio de 2019 e eu tranquilo até ainda, sem nenhuma confusão mental aparente e ainda trocando ideia dboa com umas mina, aí conheci uma menina e a gente foi se aproximando, se beijou e pá, começou a rolar um amorzinho mas a gente n tinha transado ainda e aí um dia ela me chamou pra eu ir na casa dela, era carnaval, fui né, bebemos umas, fumamos uns beck e ficamo daquele jeitão né, delícia, pegação que num parava mais e aí começamo a tirar a roupa, ela me chupou(suave até então, meu pau tava levantado kkkkk) e eu tava dboa tb, eu chupei ela dps e aí bateu aquela ansiedade trevooosa, pq né o proximo passo seria nois fuder e assim... aiai.. eu tinha camisinha lá(ps: no meu ultimo namoro agnt transava so´sem camisinha praticamente) e mano, tremi nas base, falei pra ela q tava sem camisinha e né, ela tb nem tava afim de ir sem, e continuei chupando ela numa boa, mas né, pensando daquele jeitão nas coisa, preocupadasssso, uma lokura gente, aí blz, dormi la e de manha ela veio me cobrar q eu podia ter ido na farmacia e só dei uma desculpa(rapaziada por incrivel que parece n sou gay e eu me questionei bastante sobre isso, pode acreditar). Depois disso começou o desastre, toda vez q pensava em sexo pensava em brochada, instantâneo tipo, aí assim, quero resumir um pouco ne, mas vou falar oq me der na telha aqui. Dps desse ocorrido n falei pra ngm, nem amigo, nem psicologo, nem nd, malucao o cara ne, fala nem pra psicologo aiai, tabom. Dps com essa mina, de précha, broxei mais uma vez só q ai dessa vez foi na hora da penetração mesmo, aquela meia bomba que todo mundo adora, lindeza que só( to falando desse jeito pq acho q assim vo sentir menos otário) aí acabei me afastando dela (vergonha absurda, eu sou uma piada msm), deixei claro pra ela q o problema era cmg, e que ela era né MARAVILHOSA (pq de fato era kkk) aí meus manos e manas, nesse momento eu ja tava 0 bem das ideia(ps: faz mais de 1 ano isso e to desabafando isso só agora pra alguém ok) , escondendo tudo de todo mundo, mas transparecendo que tava tuddo deboa ne, kkk aiai. Que eu me lembre dps dessa mina passou um bom tempo q eu nem tentei nada com ngm(no sentido de ir pra hora H) e tipo, eu continuei flertando, com altas mina e dando idéia mas só na raso (olha o medo que tava, medo de brochar, eu sla, nem imagino falar isso pro meu amigo mais proximo q eu morro de vergonha sla) continuei flertando e pá ne, considero estar em um ponto bem alto da minha kkkk beleza facial e de personalidade tb, ent acaba q altas guria se interessava, e eu bobo né, dava papo mesmo sabendo desse meu problema kk. Ok, final de 2019 chegou um dia lá que a mesma mina q eu tinha broxado lá na primeira vez, me chamou pra ir na casa dela (claramente pra gente fuder) e eu em duvida, falei q n podia, por causa desse medo mesmo e sla, acabei indo encontrar uma amiga minha e a gente beijou dps um tempassso q eu tava afim e assim, fez minha noite tlg, n transei, nem brochei kkkk foi ótimo. Ok, vou voltar aqui no assunto da pornografia e falar q, durante o ano inteiro de 2019 eu provavelmente me masturbei quase todos os dias, pra pornô msm (mas nessa época nem tava ligado em questão de estimulo visual ser tãaao importante pra uma possivel brochada) ok, n dava a minima pra quantidade de porno q eu consumia, só seguia a vida msm, achando que todo esse medo aí meu, era problema meu, sla algum problema mental q eu desenvolvi e q era isso, botei na minha cabeça q ia continuar a ver pornografia pq já q eu n ia transar, pelo ou menos o porno ia me satisfazer( QUE ERRO, REPITO QUE ERRO jovem eu de um ano atrás). Aí pra frente é confusão mental atrás de outra, ia pro psicologo nem sabia oq falar, ficava todo perdido, todo vez q eu podia pensar nisso eu pensava e ia fuuundo e paranoia e fantasia de coisa nem ia acontecer, mano, to querendo é chorar escrevendo isso, nunca tinha botado pra fora isso, enfim... final de 2019 li em algum lugar sobre um negocio q chama reboot, que até tem video no TEDx sobre isso e video do Terry Crews falando, que é basicamente vc ficar sem se masturbar por um tempo indeterminado, que aí uma hora tudo ia voltar ao normal, na hora q eu li eu falei "É ISSO, É ISSO, PRONTO VO RESOLVER MINHA VIDA AGR MESMO" mandei msg pro meu psicologo falando q nois tinha q conversar, tava todo animado, cheguei lá, falei pra ele tudo, tudo q tinha rolado, tava rolando e falei disso aí, mas ele n me recomendou eu fazer esse reboot, falou q a masturbaçao é algo importante pro individuo, e sla, me convenceu q era melhor eu só esquecer disso e levar a vida (hj eu lembro disso e assim, meio cuzao ele ne) na hora nem parei pra pensar no negocio, tava lokin das ideia já.
Vo tentar resumir agr, dps desse aí, continuei me masturbando pra porno ainda, as vezes eu tentava parar um tempo por causa de coisa de twitter e pá, mas acabava voltando uma semana dps. Nessa época eu comecei a criar um autoestima fodida em cima disso, foi surgindo assim tb, fui levando a vida como se tudo oq tivesse rolado tivesse sido só uma fase da minha vida e que tinha passado e que eu já tava deboassa em relação a questão de brochar, que na proxima vez q rolasse ia dar certo, tipo, tava bem deboa. Aí né tava confiante, e um belo dia chamei uma mina q tava cvs pra vir aqui em casa, agnt ja tinha ficado uma vez e tava né, com tesão afinzassso, começamo a tirar a roupa foi indo, chupei ela, suavao, aí ela foi me chupar e ele abaixou do nada, sim, no meio do boquete foi pra vala minha líbido, tentei ressuscitar mas n tava indo, bati uma ali mesmo e n foi, minha cabeça já tava a mil, ja´era ne kkk falei pra mim msm, dps agnt fumou um pra ficar dboa e cvs com ela e pá, ficamos suave. Teve mais uma situação com essa mina (acho q eu forço muito né, mas eu tava só querendo botar minha autoconfiança pra cima de certa forma) agnt saiu comeu um burg já naquele estado né, e dps fomos pra casa dela, casa n, escada do prédio e rolou ali msm, oral dos dois, n brochei durante foi suave, mas na hora de penetrar nela o menino abaixou, mas fiquei deboa, respirei e fui estimulando, uma hora deu certo, botei pra dentro e foi(meia bomba kkkkk), foi pouco tempo mas foi, aiai, que saudade dessa sensação meus amigos kkkk enfim, isso era inicio de 2020, daí começou a quarentena e desde entao eu nem saía de casa né, pra pegar alguém (pra nd msm), mas continuei flertando dms ne, cabo que, uma mina lá falou pra eu ir na casa dela pra né e ja botei na cabeça que n, que n ia rolar, que ia dar merda, já pensando na brochada (ô laia) e confundindo minha cabeça, falando q sexo casual é merda (nunca nem fiz sexo casual) só inventando mentira pra disfarçar esse problema meu, enfim, dei perdido na mina. Aí (ta acabando tá? se algm tiver lendo) anteontem uma mina veio aqui em casa, ja tinha combinado a uma semana atras, mas assim kkkkjjjj, imaginando q agnt nem ia transar nem nd, no maximo um boquete e tals, por isso nem fiquei preocupado com broxar e pá, só aquele calafrio basico de trocar ideia com uma mina q tu realmente acha daora, pela primeira vez, pessoalmente (coisa linda) me preparei total, comprei um corre pra gente pitar, comprei umas breja, umas comida, meditei um pouco pra ficar suave e foi né. Ela colou, agnt trocou altas ideia daora (sla eu tava um pouco de receio de ela achar eu meio maníaco de já querer transar direto assim) aí preparei o ambiente como eu disse, fui fazendo um clima rolar alí...rolou... pegação intensa, tava adorando, bão dms, aiai, que mulher minha gente, começou a passação de mão, eu meio passivo ainda, mas tava daora, aí ela tirou meu short e ja comecei a ficar em choke(pelo lado bom) nem tava pensando em nd, aí ela parou assim e perguntou se algm podia ver nois ali (agnt tava no terraço de casa) aí falei q n, mas q sepa era melhor nois ir pro sofa q aí ne, já ficava mais confortavel( eu sou mt burro) kkkkkkkkkkk ta, ai´fomos pra la, nisso eu ja tinha guardado o pau e tava mole já, e mano, voltamo a se pegar(po eu tava desaprendido 7meses em casa) pegação lá intensa, bão dms, ai´vacilei comecei a pensar na famosa broxada, passou um tempo ela tirou minha calça e começou o oral, e adivinha n fiquei duro, e eu acho ela gostosa, acho dms, n creio q esse seja o problema, n creio q o problema seja eu n ter atração por mulher, eu tenho sim, só acho q a pornografia me leva a ter uma rotina, um vício FUDIDO que faz eu me apagar a minha própria mão, a esse ambiente nojento da punheta e de tudo q ela envolve com a pornografia, mano, eu to muito puto comigo msm, pq JÁ SE PASSOU MAIS DE ANO Q TO NESSA MERDA DE SITUAÇÃO PODRE, MANO EU QUERO TER FILHOS UM DIA, EU QUERO TER ESSE PRAZER DE TRANSAR, EU QUERO TER ESSE PRAZER DE VIVER UMA VIDA TRANQUILA SEM TER Q ME PREOCUPAR COM PROBLEMAS DE BROXAR, EU SINTO UM DESCONFORTO TÃO GRANDE COM MEUS AMIGOS, QUE REALMENTE SÃO MEUS AMIGOS E DISCUTEM ABERTAMENTE SOBRE ISSO, MAS NGM NUNCA FALOU SOBRE BROXAR, ME SINTO UM INUTIL NESSE SENTIDO ESCREVENDO ESSE TEXTO. CARAS, EU N QUERO VIVER A VIDA TODA ASSIM KKK NEM FOODENDO, NEM FODENDO. Só quero resolver isso e parar de pensar tanto em coisa que é inútil, amanha ja devo cvs com meu psicologo a respeito pq n da mais, eu fico triste, sinto um vazio imenso em mim dps q isso acontece, se alguem leu até aqui, obrigado pelo o seu tempo, diga aí oq vc acha sobre, ou n tb, se que sabe, enfim, abraços e uma boa noite pra todos. :j
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2020.10.18 06:14 medh20 Vou largar tudo e viver na rua.

Bom.. Vou falar um pouco sobre minha situação atualmente. Tenho uma família que me dá o básico, não passo necessidades. Faço uma boa faculdade federal, curso engenharia. Mas não é meu sonho de verdade. Meu sonho infelizmente é ser músico. Tentei, mas simplesmente devo ser muito ruim porque minhas músicas, apesar de todos que eu mostro acharem muito foda, não vão pra frente. Enfim. É a pior sensação do mundo, sentir que é um fracasso na única coisa que te dá propósito na vida.
Só pra situar um pouco, meu pai é um cara que era extremamente pobre, ganhou na mega-sena com 17 anos com um amigo, literalmente, e dividiu tudo com sua família igualmente miserável de muuuitos irmãos. Hoje, ele vive na merda e alguns dos seus irmãos são ricos, graças ao que ele proporcionou. É alcoolatra, o que odeio, mas não julgo, pois eu mesmo já teria me matado na situação dele.
Hoje tenho 22 anos. Quando mais novo já ouvi muito dele "esse menino vai virar um drogado sem nada na vida" em vários momentos após discussões bem merdas, e por passar o dia todo no pc. Acho que por isso, estudei por um mês na força do ódio antes do enem, no ano que formei, com 17 anos, e consegui entrar nesse curso.
De lá pra cá, perdi minha vida. A alegria de viver. Não consigo ficar feliz com as pequenas coisas da vida. Amar alguém. Fazer amigos de verdade além dos que eu já tinha (uns 3). Nada. Não consigo me comover com as pessoas, me colocar no lugar do outro, e isso é uma merda.
Mas sair de casa meio que me libertou muito (minha facul é a +500km da casa dos meus pais). Eu sobrevivo com cerca de 750 reais por mês, que é meio que uma vaquinha que várias pessoas da familia fazem, vó, tias, minha mãe). Sou o único cara da familia que resolveu fazer faculdade, saca? Essa parada. Acho isso muito foda, mas uma merda ao mesmo tempo. Eu sinto que tenho que devolver pra eles todo esse carinho e tal, mas cheguei na porra do meu limite.
Com a quarentena, aulas paradas, fazem 4 meses que voltei pra casa dos meus pais. Praticamente fico o dia todo no quarto sem fazer porra nenhuma, não consigo arrumar um trampo, minha cidade natal já é muito pequena, então com a pandemia... Praticamente faliu uma galera e não se acha mais trabalho.
Hoje a noite, depois de todo esse tempo, revivi umas merdas discutindo com meu pai. E ouvi ele falar com minha mãe "eu não gasto mais um centavo com o $#@$". Fiquei puto pq ele não ajuda em praticamente nada, minha mãe tem 2 empregos há muito tempo e ele faz bicos. Sinceramente, se não fosse minha mãe, minha irmã, minha avó e minhas tias que me ajudam, eu já teria me matado. Meio que eles estão me mantendo vivos contra meu próprio gosto e não sabem.
Mas hoje, depois de ele falar isso, cara.. Meio que caiu a ficha que eu sou o merda que ele falou que eu ia me tornar.
Anunciei pra vender algumas coisas que eu tenho, vou conseguir uns 2 mil reais com isso. Vou deixar esse notebook que uso pra escrever aqui pra minha irmã, que vai se formar no ensino médio ano que vem e tá penando pra acompanhar as aulas online pelo celular, já que as minhas são geralmente no mesmo horário.
Planejo ir pra capital daqui, ou algum outro estado e viver fazendo música na rua. Levar um violão, uma mochila e um foda-se bem grande.
É isso, se vc leu, obrigado.
Ps: Dicas de cidades que rola uns trocados na rua pra quem toca? haha. Cômico. Trágico..
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2020.10.17 06:47 _luksx Cirismo não é de esquerda, mude minha opinião

Titulo. Eleiçoes tao chegando, muita gente aqui vai ter o primeiro voto, muita gente ta votando um tempo, num sub de esquerda acho justo levantar essa polemica.
Respeito a tradição do PDT, mas o Ciro Gomes e as ideias deles não são de esquerda. Num país com indigenas, quilombolas, favelas, 300 anos de escravidão, 50% (no minimo) de populaçao negra, prostituição infantil (de meninos e meninas) e violencia domestica, as recentes reformas trabalhista e previdenciaria, esse "nacional desenvolvimentismo" como esquerda nao pode colar. Principalmente pq pra ele essas pautas sao "identitarias" ou "nao condizem com a realidade do povo brasileiro".
Ele, num pais honesto que esta disposto a combater os problemas do povo, no maximo seria um Centro, mas aqui nosso centro é Rodrigo Maia.
É isso. Mude minha opinião.
Edit: Obrigado todo mundo que participou, valeu as ideias trocadas, espero que rolem mais debates aqui pra gente construir uma pluralidade no pensamento, acredito que esse é um dos melhores espaços pra se debater ideias de esquerda e progressistas do Brasil no Reddit. Não quis condenar nenhuma posição aqui e mantenho: num pais sério que quisesse combater seus problemas, Nacional-desenvolvimentismo seria no maximo centro, mas onde a IURD tem a presidencia da República, quem tem senso é chamado de comunista. Valeu.
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2020.10.16 21:12 Scalira Escritor frustrado pede opinião

Alguém poderia ler e me dar um feedback?
CITTÀ — di — C A R T A
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prologue
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Era eu, então, um garoto e já era ela uma mulher num corpo de menina.
Creio eu que as garotas amadureçam mais cedo: despertam para o amor e para os caprichos da sensualidade enquanto somos ainda só meninos apavorados, acossados às saias das mães e desejosos de videogames e jogos de bola. Seus olhos afloram antes para a ternura das paixões e seus lábios florescem antes a receber os beijos de um amante, enquanto os nossos são turvos, velados pelos constrangedores beijos lamechas das tias. Selina era uma mulher; eu, um menino. E era ela o meu fascínio.
Sentávamos na mesma fila, na mesma sala. Eu atrás dela. Via, dia após dia, aquele seu cabelo louro que era tal qual aço escovado. A curvatura perfeita de sua nuca; a pele de um bronze-praia que se perdia na gola da camisa para esconder sabe deus quais mistérios, sabe deus quais prazeres. Havia ali, entre o pescoço e a orelha, uma marca de nascença que era a marca de um pirata; o sinal de um tesouro enterrado que eu desvendaria se pudesse estirar os dedos e tocá-la, deslizar a ponta dos dedos pela arredia penugem dourada de sua orelha. Haveria um arrepio, então. Haveria eletricidade no ar, como o assobio da tempestade no vento. Ela voltaria os olhos para trás e eu veria o assombro de surpresa naqueles olhos verde-mar com os quais eu sonhava sem saber por quê. E o que eu faria, então?
Meus desvarios mais inventivos envolviam segurar-lhe a mão, eu acho. Examinar-lhe os dedos. Andar com ela pelos corredores, de mãos dadas. Sentar-me com ela no recreio.
Mas era eu um garoto e era ela uma menina. Uma menina crescida. Seus olhos eram velhos quando os meus eram novos. Ela vira o mundo. Havia visto as estrelas e já eram elas puras banalidades para as quais os meus olhos ainda não haviam ascendido. Eu ainda deslumbrava-me com a beleza do mundo, das coisas vivas, da simplicidade; ela trazia um cansaço naqueles ombros escondidos que eu jamais conheceria.
Mas eu a amava. Sei que amava. O amor puro de uma criança por outra criança. O amor puro de um menino que sonha em segurar a mão de uma menina e olhar fundo em seus olhos e dizer que a ama. Sonhava, talvez, com a esperança — oh, a mais irreverente loucura! — de que ela me beijasse a bochecha. Haveria, então, combustão. Seria eu fogo, seria ela paixão.
Eu a amava, mas Selina não amava ninguém.
Não fomos amigos naqueles dias de infância.

Fui-me embora naquele ano com meus pais a tentar a sorte na grande São Paulo, quando pensávamos haver por lá melhores oportunidades do que na pequena Buri. Meu pai, trabalhador do campo, sobreviveu a duras penas na selva de pedra e, quando o dinheiro encurtou e as contas do mês apertaram, fizemos o caminho de volta para o interior e para os roçados arrendados nas grandes plantações. Os grandes laranjais iam até perder de vista naquela terra escura queimada a café e, quando voltamos àquele rincão, houve uma choça para nós, a que chamamos de lar, e nos juntamos aos trabalhadores pobres a lavrar a terra e colher as frutas rotundas, rebentando de doces, trazidas a baixo por nossas mãos calosas e feridas.
À nossa chegada o sítio era um pedaço de terreno pantanoso, no qual o barro formava poças lodosas onde corriam cães e trotavam mulas e o pouco de verde que havia de grama penava a vingar sob o pisoteio dos animais. Pela manhã, duas vacas careciam de ordenha. Os porcos chafurdavam irrequietos no chiqueiro e um velho galo, cujas esporas saltavam para fora dos pés tais quais duas baionetas, esgoelava-se ao nascer do sol e ao findar do dia. Era seu canto agudo bramido do topo dos telhados que marcava o passo do dia de trabalho. O sol inda nem nascera e estávamos, então, em pé: era eu moço feito no estirão da idade quando voltara à vida do roçado em Buri.
Eram corridos dez anos desde que vira Selina.
Ela era um casual sonho que visitava-me tal qual o lampejo de uma luz que faiscasse na mais completa escuridão. Lembrava-me, então, da garotinha do cabelo dourado; o anjo de bronze que caminhava entre nós e cujos olhos distantes falavam do mar e de traiçoeiras águas. Ela, que jamais fora minha amiga. Ela, que jamais voltara o rosto para trás. Não havíamos trocado palavras naqueles longínquos dias de escola e, inda assim, eu a amara. Uma criança, verdade, mas puro era o amor que eu havia lhe entregado. Nem antes, nem depois pude experimentar a mesma pureza de sentimento que havia sentido por aquela luzinha que brilhava no escuro dos dias, nas primeiras horas da manhã; aquele sorridente solzinho de caninos acavalados a quem eu daria o mundo para que sorrisse para mim. Mas então, tantos anos depois, moço beirando a maioridade dos dias, sua lembrança era só um faiscar de nostalgia, um borrão lançado a uma página; uma figura fugidia que brincava entre meus dedos e que desaparecia toda vez que eu tentava olhá-la mais de perto.
Àquela feita eu já havia conhecido os mistérios que guardam as mulheres. Havia trocado beijos com as moças da cidade e deitara-me em seus braços desejosos de paixão. Havia perdido a crença em amores que duram para perder-me no vale dos prazeres que aqueles corpos delgados ofereciam sem muito compromisso. No fulgor da adolescência garotos são só garotos: há competição por quantas bocas beijamos, por quantas frases feitas nos conseguirão o calor do corpo de uma jovem guria. Assim, um rosto era só mais um rosto. Um beijo, só mais um beijo. Um corpo, só mais um corpo. E eu me perdia na imensidão das mentiras contadas, dos casos escondidos, das escapadas noturnas e o fastio daquelas perambulações só me fizeram descrer do que quer que eu tenha acreditado, um dia, que o amor pudesse ter sido. Via-me num interlúdio de paixão e prazer que era inócuo de sentido.
Mas de vez em quando eu pensava na luz.
Pensava naquela figura fugidia que já não me permitia vê-la, como fosse eu um garoto crescido que deixara de crer em fadas.
Já não me lembrava de como era a sensação de amá-la. Algo em mim doía por esse amor perdido, jamais realizado. Mas era essa a vida. Cremos eternas certas coisas — a dor, o medo, o amor —, mas tudo passa. Ficam-se as lembranças, mas mesmo estas são incertas; cremo-nos muito certos de que as coisas foram tais quais foram, mas, assim, por que não podia mais lembrar-me do exato verde-mar dos olhos dela? Não lembrava-me mais se a marca — a marca do tesouro, a marca dos mistérios — ficava à esquerda ou à direita e quanto mais tentava vê-la com clareza, mais sua imagem desfazia-se no luscofusco da névoa; ora surgindo, ora desaparecendo. Sabia que havia amado, mas não sabia mais que queria dizer isso, tal como sabia que um dia tivera, eu, oito anos, mas já não podia reproduzir a velha alegria da infância ao bel-sabor da adolescência.

Não a reconheci quando a vi outra vez. E quando a reconheci, não houve, tal qual nos livros, o reavivar do amor esquecido.
Ela era outra, e eu também. Não tínhamos mais oito anos e jamais teríamos outra vez. O passado era melhor intocado, diriam. Uma memória perfeita, cristalizada no tempo; um reino próprio em que não se pode mexer nem alterar. E mesmo lá, talvez, eu não a houvesse compreendido; mesmo lá, talvez, eu não a houvesse amado — a Selina-menina, a Selina-verdade —, mas amara um sonho. O sonho que tinha dela, o sonho de tocar-lhe as mãos e de sentar-me com ela no recreio. O sonho do seu sorriso amado. Mas havia fechado os olhos para os dela; aqueles verdes-mares antigos, antigos como a terra, aos quais nunca me dei o luxo de entender. Não sabia disso, então, mas agora, já velho, ao escrever estas memórias, vejo que a Selina amada só existira, então, em minha mente, onde ela era toda a certeza de uma vida de sonho e felicidade. Não pude entendê-la, então. Duvido que possa entendê-la agora. Viemos a nos conhecer, como ficará claro adiante, mas Selina era então, como o é agora, um mistério para mim.
Estávamos matriculados no mesmo liceu e, quando as aulas retornaram, esbarramo-nos pelos corredores. Não estávamos na mesma classe - havia eu reprovado um ano do ginásio a procurar emprego em São Paulo e, uma vez arranjado, trabalhara no carregamento de caminhões por todo o dia. Não era boa a paga que roubava-me de meus estudos, mas eram aqueles dias difíceis e qualquer vintém a mais pesava na comida da mesa. Estava no penúltimo ano do colegial e ela já findaria os estudos naquele ano em que a reencontrei.
Selina estava mudada. Não era algo em seu porte ou seu semblante, pois ainda havia muito da menina da carteira em frente naquela moça que nascera ali, e, embora houvesse crescido um palmo e ganho a sinuosidade em que se perdem os olhos masculinos, pouco mais mudara. O que não me permitiu reconhecê-la, porém, não foram suas ancas ou seios, nem o crescer de seu palmo e meio, mas a ausência da luz que antes alumiara as infindáveis manhãs de nosso antigo colégio.
Era tal qual um vagalume moribundo e, naqueles seus olhos fundos, podia ler eu estórias de privações e de castigos que a haviam esmorecido e, vez a vez, acossaram o brilho de estrela da menina amada até não ser mais que o último suspiro de uma vela que morresse na noite mais escura.
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2020.10.15 03:58 __CALIGULA Paredes de Carne

Uma época meio tensa, E qualquer cena do meu dia me faz chorar. Uma névoa meio densa, E sua cor em tons carmins me faz tremer. Uma parede meio extensa, Que convulsiona e se mostra ser um monstro que eu criei. Uma alma que é propensa, A ser combustível para essa muralha andar
Por entre os becos Esperando que me descarne Paredes de carne
Tendões, músculos, ossos Pele, sangue e gordura Formam juntos a corrente que a muito me segura
Me sinto meio exitante Não sei sei dizer ao certo O que é real e o que é imaginação Mas afirmo que é crucial Ver se o sangue em meu rosto É meu ou simplesmente invenção
Eu não quero soar mal Mas sei que meu entorno, algum dia, também irá te engolir Não quero causar nenhum mal Mas acho que já é meio tarde para me substituir
Não quero ser o cara chato Mas meio que é verdade Que as marcas continuam por aqui Não sou um profissional Mas nessa tarde, eu rebato Toda a dor que eu senti
Eu sinto no peito Meu momento perfeito Foi tudo desfeito E o que acha que eu fiz?
Posso até passar mal Mas esse carniçal É o fruto final Pra eu tentar ficar feliz?
Aaaah Eu não posso negar Que recentemente, Frequentemente Tenho pensado em como seria Se eu não pudesse mais aguentar
Aaaah E eu não posso explicar Pois, como uma faca, Atravessando meu peito O sangue escorre muito mais Se eu não mantivé-la desse jeito...
Quando a luz dos olhos teus Se vão, em meio paredes, E se encontram com a luz dos olhos meus
Preso nesse vendaval As paredes me mastigam Me mandam para um meio Infernal
E sigo meio pressionado Levado, mutilado Encorajado a ser quem eu não sou
Realmente é nefasto Me afasto, corro em prantos Pois é hora do juízo final
Por entre os becos Esperando que me descarne Paredes de carne
Dentes, lágrimas, sebo Pelo, sangue e cartilagen A luz quem me traz de volta essa putrída imagem
E desse modo Eu vou caminhando Da forma que vou Tudo piorando
Rasga,esquarteja E ainda de pé Celebra, festeja Sendo o que não é
A parede aumenta Engole, vomita E corta
E corta
E corta...
 Não mais tudo se 
encaixa Esvazia a caixa Que chamam de dorso E então se delicia Dos pés ao pescoço E a caixa vazia Em pura agonia Caixa se racha
ANTROPOFAGIA
 A parede ensina Em palavras tortas Não são bem palavras Mas sons hediondos 
Ignore a chacina E tranque as portas O que me fascina São os altos estrondos E que em meio a horas mortas Os mais bravos confrontos Resultam lentamente em
 CARNIFICINA Não vou ser direto Me desculpe o cinismo Mas o doce menino Não mais é correto E sem ser discreto O realismo concreto Do triste ceticismo Resiste no pequenino Sentimento de dor Comparado ao ensino Das paredes do abismo Onde tudo insiste No futuro incerto Mas se quer saber No que se consiste As paredes se resumem em CANIBALISMO 
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2020.10.15 02:01 mistemayer Apaixonei-me profundamente por uma menina e me dei mal

Por onde começar. Tem uma menina da minha escola que comecei a falar há uns 8 ou 9 meses e em um certo momento percebi que estava apaixonado por ela. Nunca soube se ela também sentia a mesma coisa.
Avançando no tempo, semana passada, por meio de um amigo, descobri que ela nunca gostou de mim dessa forma e que o crush dela é um cara que ela começou a falar há três semanas. Detalhe que ele nem mora aqui na cidade, eles só se conhecem pela internet.
Senti-me uma merda. O que será que esse menino fez que eu não fiz? Deve ser alguém mais inteligente ou mais esperto do que eu, certamente. Ele precisou de algumas semanas pra conseguir o que eu fiquei meses com uma dúvida tremenda e no final descobri que a resposta era não. Sinto-me como o goleiro do Barcelona numa competição injusta e impossível contra os atacantes do Bayern.
A esta altura, minha mente me diz que as possibilidades de rolar algo com ela são nulas. Sei que não há nada que eu possa fazer pra mudar isso, só que eu ainda amo e gosto dela pra c*****. Sério mesmo, nunca amei uma menina com tamanha intensidade e vivacidade como agora.
Fico como nessa história? Conto pra ela? Se eu parar de falar com ela do nada, ela vai achar estranho e vai me questionar sobre isso. Preciso me afastar dela de alguma maneira.
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2020.10.14 12:19 DonaBruxa_Deyse Sobrenatural-Verídico

Preciso dividir isso com vocês! Relato de uma consulente que me procurou desesperada por ajuda espiritual. E irmãos de fé, me ajudem porque nunca lidei com isso não!
Eu ouvi todo o relato. Quanto mais ela contava, mais certeza eu tinha de que se tratava de SETEALEM!
Ela relatou que em maio, devido a pandemia e quarentena, sua família resolveu que seria melhor todos ficarem juntos no sítio dos pais dela, em Sorocaba. Disse que desde o momento que fazia a mala deles, uma sensação de que algo daria errado, pesava. Foi na gaveta do seu filho, que encontrou uma camiseta e um shorts que nunca, jamais vira antes. As roupas estavam sujas, eram velhas, encardidas e cheiravam mal. Nunca teve diarista em casa. Como poderiam aquelas roupas estarem ali? Perguntou pro pessoal e ninguém prestou atenção. Ninguém nunca presta. Naquele dia não estava a fim de começar a gritar tão cedo. Mas estavam todos estressados com os preparativos e ela sozinha pra fazer tudo, deixou pra lá! Enfiou as roupas numa sacola de mercado e deixou no chão, do lado da máquina de lavar na área de serviço. Ela, marido, a filha de 18 anos e seu filho de 5, saíram de São Paulo e seguiram pro interior. Durante a viagem, pra chegar no sítio, passam por uma estrada de terra. Seu filho de 5 anos disse algo que naquele momento não fez sentido algum: - Nem acredito, mãe, que estamos perto da casa do meu melhor amigo que ainda vou conhecer! Eles não deram atenção alguma pro menino. Minutos depois, ouviram um barulho como se tivessem passado por cima de algo na estrada e um dos pneus explodiu. O marido dela controlou o volante e estacionaram. Ele desceu e confirmou que o pneu tinha estourado. Ela pegou o celular pra avisar seus pais sobre o acontecido e que por isso atrasariam. Notou que não tinha sinal de rede em nenhum dos celulares. Não tinha no dela, não tinha no do marido, nem no da filha! Marido trocava o pneu e xingava porque ele nem queria ficar com a família dela! Nisso ela se virou pra trás porque percebeu que o menino estava acenando pro nada todo feliz! Sua filha começou a implicar com o irmão e disse: - Olha mãe, moleque doido! Começou já com as graças. Nisso o menino responde: - É o meu amigo! O amigo que vou conhecer. Olha mãe! Olhaaaa lá! Ela estava cansada, com fome, vontade de fazer xixi, sede e aquilo deixou ela mais puta ainda e nem se deu ao trabalho de responder os filhos. Pneu trocado, seguiram viagem na força do ódio. Uns quilômetros a frente, passaram por um posto de conveniência. Nunca vira esse posto antes. Não era a primeira vez que fazia aquele caminho. O sítio era da família desde que os avós dela casaram. Sua mãe nasceu ali. Ela foi criada ali e fez aquele caminho milhares de vezes desde bebê! Era um posto velho. Tão depredado que parecia estar desativado. Desativado se não fossem uns carros antigos também caindo aos pedaços estacionados em frente. Quem coleciona carro caindo aos pedaços?!?!? Comentou com o marido: - Meu amor, e esse posto que nunca vi na vida! Você viu?! O marido já exausto, responde: - Não prestei atenção! Mas se não viu antes é porque você é cega. Nem olha com essa cara porque você responde pra mim desse jeitinho sempre! Ela respirou fundo pra não começar uma briga ali... faltava tão pouco...perguntaria pro pai dela quando chegasse lá! E foi a primeira coisa que perguntou pro pai depois de abraçá-lo. O pai dela achou engraçado e respondeu que depois di galpão da firma tinha mais nada até chegar no sítio não. Tinha sim! Tinha porque ela viu! Mas também resolveu deixar pra lá esse assunto. A primeira semana foi uma maravilha! No final de semana seguinte, a irmã dela chegou com a família. A avó cozinha umas delícias. Os homens faziam churrasco e tomavam cerveja à vontade. O marido que não queria vir era o que mais aproveitada! A criançada brincava, pulava na piscina, corria livre, dormia e acordava tarde. Mas ela notava o filho dela meio aéreo, mais calado e não estava interagindo com os primos. Algumas vezes teve a impressão de ouvi-lo conversando/ cochichando com alguém mas quando se aproximava, ele se calava. Num sábado, resolveram fazer lasanha, mas faltava queijo, presunto, carne moída pro molho e extrato de tomate. Alguém teria que ir no mercado e pela primeira vez na vida, a filha dela se dispôs a buscar. A menina era habilitada há meses, dirigia por São Paulo, ia e voltava pra faculdade sozinha com o carro da minha cliente. E que perigo teria naquela estrada de terra, pouco ou nenhum movimento e ela iria até o supermercado mais próximo. O filho dela e os sobrinhos quiseram ir também e providenciaram suas máscaras e correram pro carro. Entregou uma nota de 100 reais pra sua filha fazer as compras. Ela me contou chorando que sua consciência pesa por ter pensado e falado pra irmã: - Graças a Deus, pelo menos por uma hora, teremos paz sem essas crianças gritando e correndo! A gente merece um pouco de silêncio sem filho gritando por mãe. A irmã dela riu e concordou.
Segundo ela, olhou no relógio na parede da cozinha, e faltava uns minutos pro meio dia.
O desespero estava pra começar!
Tinha passado uma hora desde a ida e nada dos sobrinhos e dos filhos voltarem. Resolveu ligar pro celular da filha e caia direto na caixa postal! Ligou dezenas de outras vezes e nada. Gritou o marido que estava na churrasqueira. Ele, o cunhado e o pai dela estavam bebendo desde às 8 da manhã. Quando ela relatou sua preocupação, eles não levaram a sério. Segundo os homens, as crianças logo estariam de volta...e foram beber mais. O coração dela apertou e lembrou do posto que vira na estrada, do filho acenando pro nada... não fazia sentindo, mas só pensava nisso. Tentou ligar mais vezes e como nada de atenderem, ela e a irmã pegaram outro carro e foram atrás dos filhos. De longe viram o carro que a filha dirigia encostado na estrada. Ela sentiu alívio por alguns segundos porque quando se aproximaram, o carro estava vazio. A irmã dela até aquele minuto parecia estar muito preocupada não. Porém, desceu do carro chorando. O carro estava parado sentido cidade ou seja, eles nem chegaram ao supermercado. Não tinha sinal deles! Sumiram! O celular não tinha rede, sem serviço e não tinha como pedir socorro ou ligar pra família. As pernas dela tremeram e caiu ajoelhada na terra rezando, pedindo a Deus por ajuda. Nessa hora, ela só lembrava que tinha sido ali que vira o posto de conveniência. Meio ao choro e grito contou pra irmã que vira o tal posto no caminho pro sítio. A irmã dela sem entender já gritou que nunca teve posto ali merda nenhuma. Minha cliente resolveu que iria encontrar o posto porque tinha merda de posto sim! O carro era da irmã dela que respondeu no gritou que não sairia de perto do carro, caso os filhos voltassem. Alguém tinha que avisar a família que estacavam em casa sem saber de nada! Entre gritos e mais choro, resolveram que a irmã voltaria pra avisar os outros e do sítio, ligaria pra polícia. Minha cliente esperaria no carro. Lógico que não conseguiu esperar e decidiu que procuraria por eles. Saiu com o carro que a filha dirigia. Dirigiu até o galpão da firma que tinha na estrada! Nada do posto. Fez o retorno, foi até o lugar que encontraram o carro abandonado e nada. Ela me contou soluçando que não era possível aquilo estar acontecendo. Desespero tinha atingido nível máximo! A irmã não voltava e a hora estava passando... e se ficasse noite?!?!? O que teria acontecido? Assalto? Sequestro? Nesse desespero fez o trecho até a firma, ida e volta, umas 5 vezes até cruzar com o carro da irmã. Vieram o marido, seu pai, cunhado e irmã. A avó ficou em casa, caso a polícia ou as crianças ligassem. Os homens bebados, ela e irmã histéricas! Ninguém se entendia. Depois de muita discussão quando tinham chegado à conclusão que o melhor era ir até a delegacia fazer um boletim, chega uma viatura com dois policiais. Ela tomou a frente e contou o ocorrido. Falou sobre ter visto por ali um posto de conveniência. Nessa hora os dois policiais se entreolharam. O marido dela emendou que ela era doida e que outra vez estava falando desse maldito posto. Um dos policiais, muito calmo contou que apesar de não existir nenhum posto naquele trecho, não era a primeira pessoa a relatar ter visto um. Sem contar muitos detalhes, falou que também não era a primeira, nem segunda vez que pessoas se perdiam e desapareciam naquela estrada! Os polícias pediram para que todos seguissem até a delegacia. Minha cliente e o marido, foram no carro encontrado na estrada e os outros, no carro da irmã. Na delegacia, um boletim de ocorrência foi feito. Mas todos os policiais ao ouvirem o relato, se entreolhavam de modo muito estranho. Só minha cliente notou. A polícia deveria esperar 24 horas após o desaparecimento pra iniciar as buscas! Um daqueles dois policiais que atenderam a ocorrência na estrada, disse baixinho pra minha cliente ficar calma que as crianças apareceriam. Porque todos tinham voltado de lá! Ainda na delegacia, ligavam de minuto a minuto pro sítio com esperança de receber boas notícias. Saíram da delegacia, por volta das 23 horas, ligaram mais uma vez pro sítio no caminho de volta. Nada! Ela e o marido não trocaram uma palavra...ambos choravam! Porém, ao estacionar o carro, ouviram as vozes das crianças e da avó. Ela sentiu um alívio e entrou na casa, agradecendo a Deus. Quando correu pra abraçar os filhos, paralisou. Impossível! Era impossível seu filho estar vestindo o shorts e a camiseta que ela tinha tirado da gaveta e deixado dentro de uma sacola deixada no chão da lavanderia, na sua casa em São Paulo! NÃO ERA POSSÍVEL!
Relato das crianças e da filha:
A filha contou que enquanto dirigia pro supermercado, viu o posto de conveniência, seu irmão, o filho da minha cliente de 5 anos, ao ver o tal lugar pediu pra parar ali! Ele pediu tanto, apelou usando “ por favorzinho” que convenceu a irmã a parar pra comprar tudo ali mesmo. O estacionamento da tal conveniência estava lotado de carros antigos. Seria melhor deixar o carro na estrada. Pensou que fosse um desses encontros de colecionadores de carros antigos. Nunca tinha visto nenhum daqueles modelos antes! A menina ainda relatou ter pensado em como alguém compraria ou colecionaria “uns trem” tão mal cuidado, caindo aos pedaços?!?!?!?!? Mas que só poderia ser coisa de”véi” mesmo. Entraram todos no estabelecimento e “bizarro” foi o termo usado ( pela filha dela) pra descrever o local e as pessoas! -Era um povo feio, tudo com pele amarela de doente, dentes podres, os homens e as sobrancelhas grossas e unidas... inclusive a de todas as mulheres! Até as crianças eram horrorosas... Crianças tinha fisionomia de velhas e sofridas! O lugar fedia! Fedia podre! Uma barulheira, todo mundo berrando, tocava uma música que ela não conseguia explicar. Era um ruído que estava grudado na cabeça dela. A música era um xiado fino, alto que dava a impressão de estar tocando dentro do corpo dela. A música machucava o seu pensamento. Era uma penumbra... uma luz que não iluminava e era difícil enxergar as coisas... ela tinha que forçar os olhos, piscar algumas vezes até distinguir os objetos ao redor. Objetos que nunca vira! Não dava pra imaginar a utilidade deles! Eram muitos corredores e prateleiras cheias de comida e coisas sem sentido! Enquanto se concentrava pra lembrar tudo que precisava comprar pra lasanha, a música dentro dela apagava as palavras. Ela fechou os olhos e forçou a memória... Talvez a força do seu pensar fez a música parar. Fez as pessoas pararam de gritar! Sentiu as maozinhas dos seus primos agarrarem sua mão e sua roupa. Ela sabia que estava chorando. Disse: - Mãeeeeee, fiquei com medo de abrir os olhos porque eu senti o peso daquele povo bizarro encarando a gente. Só abri porque ouvi um deles( referindo a um dos primos) dizer meu nome! Quando abri os olhos, meu irmão tinha desaparecido. Ele tinha sumidoooooo!!! Mãeeeeee, ele sumiu e não foi culpa minha... foi um segundo! As luzes começaram a piscar. Era uma luz sem cor, parecia que estávamos dentro de uma das fotografias daqueles binóculos da vovó! E as pessoas apontavam o dedo na nossa direção, gritando...eles gritavam sem mexer a boca: INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI! Eu olhei pra uma senhora que estava bem próxima de nós e pedi ajuda. Contei que precisava comprar o que a mae nos pedira ... perguntei se ela tinha visto pra onde fora meu irmão. Mostrei o dinheiro! Ela riu!Quando ela abriu a boca sem nenhum dente, senti um bafo tão podre que o vômito quase saiu! Os primos estavam chorando, tremendo agarrados em mim! Comecei a chamar ele ( irmão/filho 5 anos)... e os bizarros, outra vez começaram : INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI!
Eu não conseguia me mexer. Não dava pra andar!
E a música entrou em mim outra vez, mais alta e barulhenta! Minha cabeça doía e achei que desmaiaria. Nunca desmaiei... nas sabia que estava pra cair dura no chão! De repente, mas um de repente que pareceu horas, meu irmão aparece de mãos dadas com um bizarro tamanho criança. Ele veio dizendo que era o amigo que ele disse que conheceria aquele dia no carro no futuro. O bizarro chegou perto da gente dizendo que também me conhecia! Que já tinha falado que ( o filho de 5 anos) deveria fazer comigo o que (ele, bizarro!) tinha feito com a irmã dele! Eu puxei ele( apontou pro irmão) pra perto da gente! Mãe, ele não queria vir com a gente! Disse que ficaria com o amigo lá. Aí eu fiquei louca, fui arrastando todo mundo pra fora! O bizarro amigo dele, disse pra eu não falar alto porque “O ALGUEM”poderia acordar e pegar a gente pra ele! Eu mirei o rumo da porta, comecei a correr, as crianças também e o bizarro atrás da gente. Tinha escurecido. Era noite! Tinha neblina, um frio que esfriou meus ossos. Daí a gente correu muito! A gente corria e não chegava nunca até a estrada! Mas quando conseguimos, eu olhei, eu pisquei pra ver melhor e o carro tinha sumido. Sumidooooooo! O carro não estava mais lá! Sentamos no meio fio, meu irmão chorando porque queria voltar pra ficar com o amigo, os primos pedindo pela tia! Eles tremiam e batiam os dentes de frio! Entrei em pânico,porque como eu explicaria que perdi o carro, não comprei as coisas! Foi aí, que vi você mamãe, passar na nossa frente dirigindo nosso carro. Gritamos, corremos atrás de você, acenamos e você não olhou! Você não ouviu a gente gritar! Maeeeeee, você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou! Depois passou a tia em outro carro com o pai,o vovô e o tio! Mãe e tia, vocês nos ignoraram na beira da estrada. E aquela peste do moleque bizarro, de longe morrendo de rir da gente e gritando BEM FEITOOOOO! Como se não bastasse tudo isso, começou a ventar forte e a tempestade começou a cair. Ficou mais frio e a gente não conseguia respirar de tanta água que caia. A solução foi vir a pé, estrada escura, com chuva...Andamos até aqui!
OS SOBRINHOS:
-A gente ficou com muito medo! - Eu fiquei com tanto, tanto medo que fiz xixi na calça. -Eram monstros! - Eles queriam comer a gente! -Você não viu?!?!? Eles iriam picar a gente pra vender como carne moída! -Sera?!? E choraram muito. Ainda não conseguem dormir sozinhos em seus quartos. A luz tem que ficar acesa! Quando dormem, têm pesadelos e acordam aos berros!
O FILHO DE 5 ANOS:
-Mãe, foi legal. Sabia que meu amigo morava ali? Eu disse! Ele me visitava as vezes nos sonhos. Mesmo quando eu sonhava acordado e de dia! Hoje, a gente brincou de esconde-esconde e pega-pega!Fui na casa dele e comi comida lá! Sujei minha roupa de sangue e a mãe dele me emprestou essa. Essa roupa é do meu amiguinho! Ela falou que vai lavar a minha e depois trazer aqui pra você! Me convidaram pra ir lá outras vezes, passar as férias. Falei que pediria pra mamãe e pro meu papai! Foi super legal e meu amigo disse que já tinha me visto lá no futuro muitas vezes e que morarei com eles pra sempre! Pra sempre é muito tempo? Posso, mamãe? Deixa, por favorzinho?Por favorzinho? Eu convidei ele pra vir aqui amanhã brincar comigo, tá? Se você falar com a mãe dele, ela poderia deixar ele dormir aqui, né?!?!? Deixa, por favorzinho... diz que sim, mamãe!
Voltaram TODOS PRAS SUAS CASAS EM SÃO PAULO no dia seguinte, assim que o dia clareou. Os pais dela colocaram o sítio à venda e moram com ela, por enquanto. Minha cliente acredita que existe um lugar além. Ela tem certeza absoluta e provas disso! Está apavorada. Seu filho fala, brinca, canta, dá gargalhadas e afirma que o amigo está ao lado dele! Assim que entrou na sua casa em SP, correu até a lavanderia. Ela encontrou as roupas que seu filho usava no dia do sumiço. Estavam dentro da sacola, ao lado da máquina de lavar!
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2020.10.14 08:50 PlayMoreZeppelin_ Ressaca que não passa...

Alerta de textão!! Se puder me ajudar como eu poderia tirar essa neura da minha mente, ficaria imensamente agradecida, na moral. Essa merda tá me corroendo
Quero desabafar sobre uma experiência que eu vivenciei no começo do ano e até agora, já quase no final do ano, n consigo tirar da minha cabeça. E, esses sentimentos ficam me atormentando.
Bom, nesse ano de 2020, eu concluo o ensino médio. Então, como muita gente, sabe. É o ano q tá td mundo na neura, querendo badalar e passar o máximo de tempo cm os amigos. Pq vai saber para qual caminho a vida vai levar cada um.
Logo no começo do ano, nós organizamos um churrasco para enturmar melhor o pessoal q era de outro período e mudou para a manhã. Além da galera nova q entrou. Essa tal festa aconteceu num condomínio de uns amigos meus, td planejado, os pais do menino q iriam cuidar do churrasco e td o mais, são SUPER liberais, então, na certa bebida, narguilé e outros trem td autorizado.
Eu estava bem empolgada cm a festa, td combinado pra n dar b.o. aq em casa. Táok, chegou uns dias antes da festa, tava td dando errado. Aquela bagunça q é pra organizar festa pra rapaziada, fora os meus próprios b.o.’s. Estava passando por uns momentos difíceis, deprê pra kct. Cheguei a falar para minha amiga q eu ia de carona, que n iria mais. Tava cm um puta pressentimento ruim. Mas, ela queria muito q eu fosse, pq tava de olho num carinha, q ela tava ficando. E ela n queria ficar sozinha (ela é meio tímida). Blz, ela insistiu tanto q eu acabei mudando de ideia, e deixei os meus pressentimentos de lado.
Chegamos na festa, e eu já dei de cara cm um ex-amigo meu. Nós sempre tivemos uma relação meio conturbada, pq ficamos muito próximos de repente, há alguns anos. Já tive grande carinho por ele, mas ele é uma pessoa um tanto difícil de lidar.
Flashback Quando começamos a ficar próximos, percebi q ele estava criando sentimentos mais fortes q amizade por mim. Então, decidi jogar a real, quando ele foi sincero cmg. N fui rude nem Nd, até pq o considerava muito msm. Ele, no início, pareceu levar de boas a situação. Porém, depois ele começou a forçar a barra, teve um episódio numa festa na casa dele-despedida dele, pq ele foi fazer intercâmbio por um ano(na qual, muitos amigos dele estavam, e tds eles sabiam do que tinha acontecido-pelo menos, a versão dele da história), em que ele tinha bebido uns gorós. Ele foi até onde eu estava, e eu percebi q ele já tava meio alterado. Então, já fiquei mais em alerta. Ele começou a tentar me acariciar, sabe. Falando no meu ouvido, tentando me abraçar e td. Aí, falei pra ele, q n tava curtindo. Principalmente, pq ele tava tentando forçar na frente dos amigos dele. E, basicamente, tds eles ignoraram o fato de eu estar desconfortável cm a situação td. Me despedi, rapidamente, de tds e dele. E, fui embora.
Durante esse ano de intercâmbio dele, ele sempre me ligava, e por um tempo, cheguei a acreditar como ele afirmava cm tanta convicção q ele tinha se desiludido, e queria só amizade. Acreditei, pq ele falava sobre várias minas q ele tinha pegado e td. Agora, vejo que na intenção de me causar algum ciúmes ou algo do tipo. Pois, quando ele voltou do intercâmbio, a família dele deu outra festa, e eu fui convidada.
E, por um tempo, achei q ele realmente tinha desiludido. Fiquei muito feliz, pq realmente apreciava a amizade dele. No entanto, foi só ele beber um pouco, q ele começou a fazer td q ele fez na despedida. Até msm na frente dos pais dele. Fiquei super constrangida, pq entre uma conversa cm o pai dele, ele meio q deixou a entender q a gente já tinha tido um lance mais sério*. Eu fiquei: WTF?. Já comecei a ficar puta da vida, então chamei um Uber. Ele pediu desculpas, e pediu para fazer companhia, enquanto eu esperasse. A gota d’ água foi quando ele tentou me forçar a beijar ele na garagem dele. Aí, eu surtei, falei pra ele, tudo q estava entalado. Ele falou coisas horríveis. O pior de td é q a garagem dele tem câmera, então provavelmente, td mundo lá dentro viu o nosso pequeno espetáculo. O Uber chegou e eu me mandei. Isso foi antes do ano letivo desse ano.
Quando voltamos às aulas já n éramos mais amigos. Então, foi bem tenso vê-lo na festa, assim de cara. Achava q ele n iria.
Retomando Voltando a festa desse ano, ao chegarmos fomos falar cm o pessoal. Até aí, tava td ótimo. Eu e a minha amg rachamos a conta na adega. Estava economizando para chutar o balde nesse dia.
Bebi pra caramba(bebidas suaves, Askov, Corote, algumas batidinhas) , mas como estou acostumada, nem estava tão alterada. Depois disso, oq me lembro foi de td mundo estar mais doido q td, e eu ter tomado um copão de batida de vodka de maracujá misturado cm Halls (experimentos). Foi aí, que td, absolutamente TD, começou a dar errado.
Foi quando bateu o álcool de uma vez, como já tava percebendo q tava ficando doida. Peguei e fui sentir perto dos narguileiros de plantão, trocando ideia. (A essa altura nem lembrava do paradeiro da minha amiga). Só sei q já tinha passado um pouco aquela baque da brisa, então me levantei da cadeira. Tava td okay, até alguém me pegar CM TUDO no colo, mano. TURU BOM? Era ele, o meu ex-amigo, falando: Calma, calma e meu nome.
Percebi q ele tava alterado, então comecei a entrar em pânico. E falei pra ele me colocar no chão. Mas, com o reboliço td de ele ter me levantado do chão, a brisa bateu forte de novo. Me senti fraca e impotente (por fora), por dentro? Eu estava puro pânico, pq sabia q td mundo tava doidão. Ninguém ia notar NADA. Ele me levou no colo para fora do salão, e sentou num banco lá fora. Ele me colocou no banco e sentou do lado. Ergueu as minhas pernas e colocou no colo dele. Eu estava totalmente sem forças, meio desnorteada.
Então, ele colocou a minha cabeça no ombro dele e o meu braço ao redor do pescoço dele. Um pessoal q tava perto começou a notar e perguntaram se eu queria água, ele respondeu q ss, mas q ELE queria cuidar de mim. Aí, n sei, oq deu em mim, mas, eu comecei a questioná-lo sobre o pq de ele ter feito td aquilo antes e ter me abandonado. (Eu sei, sou uma idiota. Mas, acho q até msm o meu consciente, antes daquela noite, n fazia ideia do quanto eu valorizava a amizade dele). Como ele n respondia, eu repetia e repetia. Mas, ele n me olhava nos olhos. Então, eu peguei o rosto dele para ele me olhar nos olhos. Foi, nesse exato momento, que a merda aconteceu.
Ele, simplesmente, me segurou forte e tascou um beijo de língua, daqueles de pegada msm. Eu estava enojada, n queria q ele me beijasse. N queria beijá-lo, n retribui o beijo. Tentei me desvencilhar dele, porém estava totalmente sem forças devido ao porre q eu tomei. Foi péssimo, td mundo lá. Ele alisando td ao alcance dele. Quando ele finalmente me largou. Eu disse um bom: KRL. Vc nunca muda msm. Eu estou interessada em outra pessoa. (Ele sabia disso) Msm, essa pessoa pela qual, por acaso, ainda estou apaixonada, namorava.
Então, ele ficou puto, falou q eu tinha provocado ele. E q ELE estava saindo cm outra pessoa, e que eu o tinha usado, apenas pq a pessoa q eu queria n estava disponível. Td mundo ouvindo. E eu sem forças NENHUMA para ao menos me defender. Me sentindo um nojo. Eu sei q foi “apenas” um beijo, mas para mim, foi muito mais q isso.
Como se já n bastasse, ele ligou para a melhor amiga dele, e contou td oq tinha acontecido. Me colocando óbvio como a bruxa sedutora da história. Tds ao redor observando, afinal nunca fui uma pessoa de ficar cm vários. Aí, a mãe do meu amigo q tava organizando a festa, veio e começou a gritar comigo (tb estava alterada e n era pouco). Ela gosta muito desse menino q me beijou e o defendeu, falando q ele era um menino responsável por já ter feito intercâmbio. E eu mal conseguia balbuciar algo.
Finalmente, quando ela parecia q ia voar em mim, um menino q estudou cmg há muitos anos, falou pra ela q já era demais. E me pegou e levou para longe da confusão. Foi aí, q eu desabei. Me senti suja, pelas coisas q ele falou de mim(tanto para a melhor amiga dela, quanto para as pessoas ao redor), pela forma como a mulher gritou coisas horríveis. E além disso, senti raiva de mim msm, por permitir me sujeitar àquele estado. Chorei muito, lembrando de td e dos problemas q estava passando. O beijo dele indo e vindo na minha mente. As mãos dele no meu corpo. Fiquei tão enojada, que tive que vomitar. E o menino me acalmando, dizendo q tudo iria ficar bem.
Aí, quando eu comecei a me sentir segura, pela primeira vez EM HORAS, ele perguntou se eu queria ficar com ele. N acreditei. Disse q n, e que queria q ele fosse embora. Justamente, nessa hora, minha amg chegou. Devastada.
Contando td a maior ressaca física da minha vida nesse domingo, que se seguiu, após a festa. Nd se compara ao porre q eu tive q aguentar nas semanas q se seguiram na escola. Foi horrível. Nunca dei muita importância para oq as pessoas falam sobre mim. Acho q oq me abalou mais, foi o fato de eu msm ter a msm opinião delas sobre mim. Isso me deixou no chão.
As pessoas que foram a festa contaram oq aconteceu as que n foram. Lembro de entrar no banheiro feminino e a rodinha de meninas pararem a conversa. Minhas amgs de outra sala me contavam oq elas falavam pelas minhas costas, porém sei q elas suavizavam por n quererem me ver pior do que eu já estava.
Os meninos foram os piores, principalmente, os amigos deles. Claro que n foram tds, teve até um menino q ficou puto da vida, aparentemente, ele era o único sóbrio da festa. E viu OQ realmente aconteceu. Eles ficavam me oferecendo bebidas e encontros. Além de olhares maliciosos.
Pelo menos, quando o isolamento começou eles pararam de mandar mensagens ou falar sobre nos grupos. Tive que sair da escola por motivos financeiros, oq ajudou bastante nas fofocas plm.
O meu ex-amigo teve a cachorra de me mandar mensagem, quando eu saí. Perguntando se eu estava bem, q ele ficou sabendo q eu estava saindo da escola. Para falar a vdd, acho q ele pensa q n me lembro de Nd daquela noite. Bloqueei o número dele.
Sei q foi “somente um beijo”, fico repetindo isso a mim msm, para minimizar a situação. Tento ocupar minha mente a td tempo. Mas, uma coisa difícil é vc fugir de algo q está encravado na sua memória. Quando lembro daquela noite, td a vergonha, nojo, esses sentimentos tomam conta como estivesse ocorrendo novamente naquele exato momento. Já chorei muito, muito msm. Pfv, se alguém chegou até aq e tenha algo a dizer, ficarei feliz se puder me ajudar. Tenho estado muito angustiada. N contei a ninguém esses mínimos detalhes.
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2020.10.12 17:30 wagfaust 3-5-2, por que não?

Srs., Eu fico triste e me pergunto pq o time joga do jeito que joga desde sempre.
E eu fico olhando pro time, e me parece um elenco IDEAL pra jogar no 3-5-2, e eu não entendo o motivo pelo qual ainda usamos pontas na frente de laterais, algo que nos consome o poder ofensivo dos laterais em prol de pontas que, pasmem, não são velozes ou dribladores. Dudu era veloz e driblador. Keno é Guedes eram. Wesley é! Veron tem 17 anos. Quem mais?
Enfim... que tal:
Weverton Luan e Gomez Melo de cão de guarda Nas alas o Vina e o Rocha Meiuca Menino, Patrik e Veiga Ataque Adriano de 9 e Wesley de segundo.
Porra, além de parecer bonito, olha o poder de variação do time: pode sair menino e entrar o Ramires pra deixar o time mais forte atrás, pode segurar os alas pra segurar resultado. Pode agilmente virar essa porra de 4231do cacete, pode trocar Veiga por Lima ou Zé, pode trocar menino por Zé, pode por menino na ala direita e Zé no meio, pode por o William de segundo atacante, pode por o veron, pode por o William de 9 e um dos dois no lugar o Adriano, pode tudo.
Só não pode ter Scarpa e Veiga de PONTA, porra. A gente tem dois pontas que prestam. Mas um tem 17 anos e 50kg. Ou seja: tem um. Pq a gente joga TÃO DEPENDENTE DE PONTA SE OS LATERAIS SÃO FORTES NO APOIO?
Ou sou burro? Pode dizer, dá nada hahaha
Um abraço aos amigos palestrinos!
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2020.10.11 12:33 EuroGeologist [Ajuda] Informações sobre Canadá/Montreal

Bom dia,
Estou à procura de informações e preciso da ajuda da comunidade portuguesa no Canadá.
A primeira coisa que fiz foi procurar informações por aqui, mas com todas as mudanças que ocorreram a nível mundial ultimamente decidi fazer este post caso possam dispensar alguma ajuda.
Há a possibilidade de ter de vir a ter de me recolocar no Canadá, mais especificamente em Montreal, com mulher e dois filhos pequenos. Não temos família nem contactos lá.
Neste momento temos de perceber quanto dinheiro precisa uma família de 4 (casal mais dois filhos pequenos) para viver em Montreal sem estar a contar os tostões ao fim do mês ou até passar um mau bocado.
Posso procurar no Google, mas não é a mesma coisa do que ter um relato de outros portugueses já instalados.
A minha mulher (40 anos) foi convidada pela empresa para quem trabalha (salário a ser negociado, ela tem um PhD/doutoramento) e vai agora ter de negociar o ordenado antes de irmos para lá viver. Mas eu (41 anos) vou ter de deixar o emprego que arranjei em Portugal para ir com a família e tenho de procurar emprego lá.
Somos os dois fluentes em inglês, mas francês não (só muito básico) e pelo que sei em Montreal fala-se o dialecto francês local Quebecois.
Como é o mercado de trabalho em Montreal? É complicado arranjar emprego? Sou licenciado em geologia mas ultimamente não tenho trabalhado como tal e tive de arranjar outro emprego diferente. Será que consigo emprego por lá? Não tem de ser na minha área de formação, faço o que for preciso. Só queria ter uma ideia de quão difícil será para mim de arranjar trabalho seja ele qual for.
Dito isto como são os transportes públicos? Será que vamos ter de arranjar carro obrigatoriamente?
Quais os sites mais aconselhados para procurar casa? Há alguma zona habitacional que deva evitar a todo o custo? Como são os preços das casas?
Outra coisa são as Escolas/preços escolas. Tenho um menino de 6 anos e uma bebé de 1 ano. Há escolas públicas para eles ou têm de ir para privadas? Qual o custo disto?
Qual o preço dos serviços? Água, luz gás, internet/TV quanto fica isto por mês?
Há algum tipo de ajudas aos emigrantes por parte do governo? Ajuda a procurar emprego? Algum tipo de ajuda financeira?
E claro, os impostos/seguros médicos/segurança social local. Pelo que consegui perceber os impostos vão variar qualquer coisa como uns 40-50%? Depois ainda há a segurança social que não percebi como funciona nem quanto temos de descontar.
TL;DR: Quanto dinheiro acham que uma família de 4 vai precisar por mês para não viver na miséria no Canadá/Montreal?
Obrigado.
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2020.10.09 21:47 MaryColds Minha boca é amaldiçoada?

As vezes eu ficou pensando que nunca mais deveria abrir a boca na vida. Eu ficou pensando, será q sou muito mal educada? Será q sou grossa? Talvez eu tenha pensando de mais no que as outras pessoas pensam de mim, mas e quando essas pessoas são a sua própria família?
Sabe, na pandemia, eu auxílio meu irmão mais novo com o EAD dele de manhã, já que ele ainda é criança tem q ter alguém toda hora do lado dele pra ele realmente prestar atenção nas aulas, e todos os colegas dele também tem auxiliares nas casas deles. Enfim, no fim da aula dele ontem o colega dele foi fazer aquela piada besta, "Prof, como vc quebrou o cano?", aí eu desmutei e falei "neném, n faz essa piada q ela é feia!", aí o menino começou a chorar, eu n sabia o q fazer, tipo, eu fiz o menino chorar! Depois da aula eu pedi desculpas pra mãe dele e fiquei pensando que eu podia muito bem ficar calada, já que ninguém tinha entendido a piada... A mãe dele aceitou as desculpas e disse q o coitado chorou de vergonha, é q era pra avisar mesmo pra ele não fazer de novo. Eu fiquei com isso na minha cabeça, pq o coitado disse na inocência...
Hj, ou melhor, quase agora, o meu pai recebeu uma contia a mais no salário e foi avisar pra minha mãe o que tinha acontecido comemorando, aí eu fui pra perto falando "EITA, que bom!", aí o papai me respondeu super ignorante falando "O QUE QUE TU QUER AQUI!?", tipo, ele tava tão feliz e eu estraguei tudo? Eu acho q soei como aqueles filhos que gostam de estorquir dinheiro dos país, e eu juro que eu não sou assim e nem fui com essa intenção, eu só tava feliz por eles...
Eu sei que parece bobo, mas eu tô chorando por causa disso, mas é por que quando essas coisas acontecem eu tenho meio q um pequeno ataque de ansiedade quando essas coisas acontecem, eu fiquei pensando se agora o meu pai acha q eu só ligo pro dinheiro dele e essas coisas, e q ele n confia em mim ou algo do tipo, sla... Eu me questiono se eu realmente sou uma boa pessoa...
Desde de o início da adolescência eu fico pensando se "minha boca é amaldiçoada", pq as vezes eu falo uma coisa e a pessoa entende outra e eu deixo ela triste ou com raiva de mim por conta disso. Eu não sei se é minha entonação... Eu n sei, só n sei...
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2020.10.08 03:47 KindheartednessIll48 A importância de um pai

Eu gostaria de compartilhar como eu me sinto em relação a ter crescido com um pai ausente.
Muitas questões como: assumir riscos, coragem, força, proteção e saber levantar depois de um fracasso, é o pai quem ensina:
Sem ele, fica muito difícil para um jovem aprender sozinho.
Queria dizer que ser criado na ausência de uma figura paterna é algo cruel, principalmente para os meninos. Nós precisamos da mãe para cuidar e dar carinho e do pai para dar coragem e proteger, é um equilíbrio natural.
Minha mãe foi pai e mãe. Isso colocou nela uma carga psicológica que ela jamais deveria ter que suportar e isso criou um filho com problemas que poderiam ser evitados.
É assim que eu me sinto em relação a ter crescido com um pai ausente.
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2020.10.08 01:46 CasaGolden A escolha do favor de Sansa: O caso de Sir Byron, o Bonito (Parte 2)

A seleção de Byron também apresenta uma oportunidade para Martin explorar os paralelos muito convincentes com o Torneio da Mão quando Baelish apostou contra um cavaleiro que havia recebido o "favor" de Sansa. A confiança de LF em suas conspirações é uma reminiscência de sua certeza no Torneio da Mão sobre a razão pela qual o Cão perderia para Jaime, contada através do ponto de vista de Ned:
– Cem dragões de ouro pelo Regicida – Mindinho anunciou sonoramente quando Jaime Lannister entrou na arena, montando um elegante cavalo de batalha baio puro-sangue, que trazia uma cobertura de cota de malha dourada, e Jaime cintilava da cabeça aos pés. Até a lança tinha sido feita com a madeira dourada das Ilhas do Verão.
– Está apostado – gritou de volta Lorde Renly. – Cão de Caça traz hoje um ar faminto.
Mesmo os cães famintos sabem que não é boa ideia morder a mão que os alimenta – Mindinho gritou secamente. (AGOT, Eddard VII)
Mindinho ficou mais sábio desde então? A raiva mal contida de Sor Lyn Corbray argumentaria que não; ele se esqueceu de que cães famintos podem de fato morder ou mesmo ferir seus donos. Sua conversa com Alayne após a partida do trio no AFFC fornece evidências adicionais de que ele manteve a mesma mentalidade equivocada o que pode ter garantido involuntariamente sua própria queda:
– Cavaleiros andantes? – Alayne perguntou, quando a porta foi fechada.
Cavaleiros famintos. Achei melhor termos mais algumas espadas à nossa volta. Os tempos tornam-se cada vez mais interessantes, minha querida, e quando os tempos assim são, nunca se pode ter espadas demais. O Rei Bacalhau regressou a Vila Gaivota, e o velho Oswell tinha algumas histórias para contar. (AFFC, Alayne II)
Durante o Torneio da Mão, vimos Sansa através do ponto de vista de seu pai apoiando silenciosamente o Cão de Caça durante sua partida com Jaime. Ela assiste a justa "com os olhos úmidos e ansiosos", de acordo com Ned, e depois declara "Eu sabia que o Cão iria vencer". Antes desse evento, Sandor tem a tarefa de acompanhar Sansa de volta a seus aposentos e no caminho eles desenvolvem uma conversa profunda que marca uma nova fase no relacionamento dos dois. Há todos os motivos para acreditar que o apoio de Sansa a ele durante essa justa foi por ela saber a verdade de como ele foi ferido por Gregor e a afinidade que surge entre os dois é resultante dessa revelação. Sansa até previu que ele seria o campeão quando ele salvou Loras Tyrell da ira de Gregor. Para reiterar, Mindinho perde sua aposta para Sansa no Torneio da Mão, pois ele acha que o Cão de Caça será muito cauteloso para derrotar seus senhores Lannisters. Isso fornece um paralelo esclarecedor ao que podemos ver acontecer durante o torneio dos Cavaleiros Alados, onde temos Harry, o Herdeiro, como o cavaleiro em que Mindinho fez suas apostas, confiante de que ele conseguiu obter a cumplicidade de Alayne na trama, e provavelmente mais alguns truques na manga para garantir que Harry ganhe um lugar entre os cavaleiros alados. Harry, portanto, assume o papel de Jaime Lannister nesta comparação. Como terminou a justa de Sandor Clegane e Jaime? Bem, aqui está a passagem:
Cão de Caça conseguiu manter-se sobre a sela. Fez seu cavalo dar meia-volta com dureza e regressou à arena para a segunda passagem. Jaime Lannister atirou ao chão a lança quebrada e apanhou uma nova, brincando com o escudeiro. Cão de Caça esporeou o cavalo para um galope duro. Lannister avançou para enfrentá-lo. Dessa vez, quando Jaime Lannister mudou de posição, Sandor Clegane mudou com ele. Ambas as lanças explodiram, e quando os estilhaços assentaram, um baio puro-sangue sem cavaleiro trotava para longe em busca de grama, enquanto Sor Jaime Lannister rolava na terra, dourado e amassado.
Jaime Lannister estava de novo em pé, mas seu ornamentado elmo de leão tinha sido torcido e amassado na queda, e agora não conseguia tirá-lo. A plebe gritava e apontava, os senhores e as senhoras tentavam abafar o riso, sem conseguir, e, sobre toda aquela algazarra, Ned ouvia o Rei Robert às gargalhadas, mais alto que todos os demais. Por fim, tiveram de levar o Leão de Lannister a um ferreiro, cego e aos tropeções. (AGOT, Ned VII)
Agora considere como isso se encaixa com o que Sansa deseja para Harry depois que ele foi rude com ela durante a conversa inicial quando ele chegou aos Portões:
A armadura de uma senhora é a sua cortesia. Alayne podia sentir o sangue correndo em direção a seu rosto. Sem lágrimas, ela rezou. Por favor, por favor, eu não posso chorar. “Como desejar , sor. E agora, se me dão licença, a bastarda de Mindinho deve encontrar o senhor seu pai e informá-lo de sua chegada , para que possamos começar o torneio pela manhã.” E que seu cavalo tropece, Harry, o Herdeiro, para que caia com essa cabeça idiota no chão na primeira justa. Ela mostrou aos Waynwoods um rosto de pedra, enquanto eles proferiam desculpas desajeitadas por seu companheiro. Quando eles terminaram, ela se virou e saiu. (TWOW, Alayne I)
Sansa essencialmente deseja que aconteça a Harry a mesma coisa que vimos acontecer com Jaime quando ele cai e não consegue tirar o capacete de sua cabeça. Será que vamos ver uma cena semelhante em que Harry realmente acaba machucado na terra, humilhado no torneio pelo campeão de sua noiva? O fato de ele agora estar associado a dois Lannisters certamente não inspira confiança de que veremos um casamento ocorrendo entre ele e Sansa como Baelish está apostando.
Em última análise, o que Mindinho parece fundamentalmente incapaz de compreender é que as pessoas são motivadas por outras coisas além do dinheiro. Mesmo alguém tão insensível e frio como Sor Lyn quer uma senhoria e não simplesmente meninos para saciar seu desejo. O que homens e mulheres honrados querem? Aqueles que se lembram dos laços de lealdade, honra familiar e possuem valores que não podem ser comprados ou negociados? Homens como Bronze Yohn e aqueles que estão se arrastando pela neve para resgatar a "garota de Ned" em Winterfell? Ao contrário de LF, é Sansa que vimos empregando suas habilidades empáticas para determinar os verdadeiros desejos das pessoas e inspirá-las para fins melhores.
Como um intrigante aparte, seria negligente não mencionar a teoria de Ragnarok, um dos colaboradores do Pawn to Player, onde ele compara a contratação de LF de três cavaleiros errantes aos três Kettleblacks que estavam protegidos em Porto Real para espionar Cersei e Tyrion e reportar a Mindinho em segredo. Na citação acima sobre "cavaleiros famintos", vimos que Oswell tem "algumas histórias para contar", já que o Rei Bacalhau voltou para Vila Gaivota, provavelmente devido ao conflito que se desenrolava entre Cersei e a Fé em Porto Real e como seus filhos foram implicados . Ragnorak analisa em uma discussão de nossa teoria sobre Morgarth:
Mindinho está espelhando Cersei com ela contratando os três Kettleblacks e seu plano para esconder Tommen. Eu vinculo isso à sua traição a Ned, onde outro Lorde Protetor se viu sem um exército em meio a intrigas políticas. Pode muito bem haver o tema aqui de que as “fraquezas” das façanhas de Mindinho são mais inerentes às necessidades de um Senhor com bens para defender do que algo nascido da tolice. É um jogo diferente quando você tem algo a perder, propriedades para proteger e está no radar de todos os outros. Voltando ao nosso maluco atual, se os paralelos Cersei são intencionais, então ver esses três cavaleiros como figuras pseudo-Kettleblack pode ser útil, especialmente porque nos foi dado o suficiente para saber que pelo menos um tem motivos ocultos.
Com grande poder vem grande responsabilidade e o aspecto mais notável do capítulo pode ser o quão ausente LF está do início ao fim. Apesar de ele claramente ainda estar no comando como o Lorde Protetor, é Alayne que vemos com a considerável liberdade de movimento, notando a queda da lealdade de Sor Lyn ao pai, e ter uma primeira impressão muito angustiante do rapaz com quem ela deve se casar ansiosamente. Indiscutivelmente, são as palavras bruscas de apoio de Lothor Brune - "Ele é apenas um escudeiro arrogante" - que lhe dão mais conforto do que a lisonja ameaçadora de LF. A maior fraqueza de Baelish no Torneio da Mão é sua obsessão por Catelyn Stark que ele transferiu para sua filha. Ninguém está em posição de explorar essa fraqueza melhor do que Sansa, e escolher um cavaleiro para usar seu favor pode ser o primeiro passo crucial para obter o controle de sua própria rede de aliados que se reuniram nos Portões.
Mindinho não tem motivos para suspeitar do belo cavaleiro andante Sor Byron - na verdade, pelo que parece, Sansa está seguindo seu conselho à risca, escolhendo “algum outro galante” para mostrar favor em vez de dar a seu prometido a honra esperada. Além disso, como estabelecemos, ele pensa que "cães famintos sabem que não é boa ideia morder a mão que os alimenta" e, em sua avaliação, Byron é seu cavaleiro faminto, cujas necessidades básicas podem ser satisfeitas com moedas, alojamento e comida, como ele serve para proteger o domínio de LF no Vale de quaisquer ameaças externas. No entanto, essas ameaças externas conseguiram entrar, apesar do alardeado isolamento e segurança da região, e Byron pode vir a ser uma figura-chave nesta oposição, juntamente com Sor Morgarth e o Rato Louco.
Mindinho ignorou a relutância de Sansa em se casar novamente; sua relutância em aceitar seus beijos e toques “paternais”; seu completo desinteresse pelo tipo de pretendente que Harry, o Herdeiro, representa. Apesar de todo o seu jogo astuto, ele pode ser deliberadamente cego quando se trata de questões do coração, levando-o a uma autodestrutividade que ficou evidente em seu desafio quase fatal com Brandon Stark pela mão de Cat. Suas maquinações no torneio representariam a terceira vez que ele perdeu, no sentido de que o objeto de sua afeição escolheria outra pessoa para usar o favor. Seria um desenvolvimento tematicamente adequado se, assim como foi um dos três Kettleblacks que ele contratou - Osney, no caso - que levou à prisão de Cersei pela Fé, a queda do próprio Mindinho fosse provocada por um dos três famintos cavaleiros que ele também contratou.
Em conclusão, apesar de decorrer da fugaz questão sobre a verdadeira identidade de Byron, esta teoria não propõe uma resposta, mas sim atesta o papel que ele pode desempenhar no arco de Sansa como um aliado dela junto com Sor Morgarth e Sor Shadrich. Em última análise, seja ou não Morgarth realmente o Irmão Mais Velho ou Shadrich seja Howland Reed, há evidências suficientes no texto que sugerem que esses homens contribuirão para desfazer os planos cuidadosamente traçados de Mindinho. Vimos Shadrich emergir de um segundo plano para envolver Alayne em uma conversa, e todos os três fazem questão de dançar com ela no banquete. O pouco que sabemos sobre Byron o estabelece como a escolha natural a ser selecionado por sua aparência e provável habilidade como um jovem cavaleiro em seu auge. Não tendemos a pensar nos favores femininos como armas de Tchekhov* em potencial, mas Martin forneceu provas abundantes de torneios anteriores que esses eventos podem ter centelhas de intrigas e desenvolvimentos inesperados. Byron, o Bonito, poderia ser o tipo certo de combinação.

* "Anton Tchekhov (1860-1904) foi um médico, dramaturgo e escritor russo que estabeleceu uma regra utilitarista sobre todas as coisas mostradas em uma obra de entretenimento: um objeto apresentado ao público deve ser utilizado em algum momento da trama, caso contrário, ele deve ser removido para não causar distrações. Claro, se o objeto foi introduzido como uma manobra de diversão, não há problema. Tchekhov utilizou o exemplo da arma que deve ser disparada, mas poderia ser qualquer outro objeto, pessoa, magia, sonho, contexto e etc. " https://atitudereflexiva.wordpress.com/2019/06/05/a-arma-de-tchekhov/
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2020.10.05 02:58 YatoToshiro FGO: The Mist City: London - AD.1888



Ao chegar na era, Ritsuka e Mash encontram Londres coberta por uma espessa névoa mágica prejudicial a organismos não mágicos. Eles descobrem que todos os residentes da cidade se trancaram dentro de casa para se proteger do nevoeiro. A dupla começa sua busca pelo Santo Graal, acreditando que sua remoção dissipará a névoa. No entanto, eles são confrontados por uma garota perguntando se eles são amigos ou inimigos, já que podem respirar na névoa. Eles não respondem, pois não têm certeza se ela é uma Serva ou não, já que a névoa está distorcendo os instrumentos do Archaman Romani. Descobrindo que eles não são hostis, a garota avisa o casal para seguir em frente se eles valorizam suas vidas, e vai embora. Imaginando que ela pode saber mais sobre a situação do que eles, Ritsuka e Mash vão atrás dela. Ao longo do caminho, eles encontram autômatos e homúnculos, descobrindo que nenhum deles invadiu qualquer edifício. Depois de destruir um golem mecânico, Mash o examina quando Jack, o Estripador, embosca a dupla. Jack percebe que eles estão desimpedidos pela névoa mágica e sua própria névoa, e os ataca, mas eles a repelem. Depois que Jack escapa, Mash envia a Romani fotos do golem mecânico que ela tirou antes. Enquanto Romani analisa as fotos, a garota do início interrompe para informá-lo que o golem mecânico é chamado de Helter Skelter. Ela admite que estava observando o par e conclui que eles não são inimigos. Mash pede a ela informações sobre as circunstâncias de Londres. A garota concorda em falar e se apresenta como Mordred. ]
Mordred traz o par para o apartamento de seu conhecido. O proprietário se apresenta como Henry Jekyll e detalha como ele e Mordred se associaram para impedir o nevoeiro. Depois que Mash conta a ele e a Mordred sobre a incineração da humanidade, Jekyll revela como a névoa desceu sobre Londres nas últimas três noites. Ele explica que as pessoas morrem, dependendo de sua predisposição, dentro de uma hora após inalar a névoa. Ele estima que as causalidades estão agora na casa das centenas de milhares. Ele afirma que várias áreas foram abandonadas, com a extremidade leste quase destruída. Chamando a névoa, Névoa Demoníaca, detalhes de Jekyll para os autômatos dos últimos três dias, homúnculos, Helter Skelters e Jack, o Estripador, têm andado pelas ruas cometendo atrocidades. Ele revela que a Névoa Demoníaca isolou Londres do resto da Grã-Bretanha e avisa que a cidade cairá assim que a comida e a água se esgotarem. Ele concorda em ajudar Ritsuka e Mash, e os envia junto com Mordred para proteger um de seus colaboradores, Victor Frankenstein.
O grupo finalmente chega à mansão de Victor. No entanto, eles encontram outra pessoa lá, e Mordred deduz que matou Victor. Ele admite que matou Victor por se recusar a se juntar à causa de seu grupo. Ele revela que seu verdadeiro nome é Mefistófeles e luta contra o grupo. Depois de matar Mefistófeles, o grupo entra na mansão e encontra uma nota em sua biblioteca detalhando um enredo chamado Projeto Nevoeiro Demoníaco. Os líderes do projeto são "P", "B" e "M", que Victor suspeitava serem espíritos heróicos. Mordred então mostra uma garota que ela encontrou em um caixão na sala dos fundos com um bilhete anexado. A nota diz que a menina é um humano artificial criado pelo avô de Victor, que compartilha seu homônimo. O grupo percebe que ela é o monstro de Frankenstein. Depois que ela revelou ainda estar viva, o grupo retornou ao departamento de Jekyll com ela.
De volta ao apartamento, Jekyll informa ao grupo que Frankenstein não é um Espírito Heroico e ainda está vivo como ela disse. Ele então diz a eles que um grande livro está entrando em prédios e atacando civis no Soho. Chamando-o de Tomo Mágico, ele pede ao grupo para lidar com ele.
Deixando Frankenstein para trás, o grupo viaja para o Soho. Ao longo do caminho, Mordred luta com Ritsuka e Mash para treinar o último. Depois, o grupo recebe uma transmissão de Jekyll revelando que as vítimas do Tomo Mágico entram em um sono sem fim. Ele diz a eles para irem a uma livraria de antiguidades, onde encontrarão outro de seus informantes. Chegando à livraria, o grupo se encontra com o informante de Jekyll, um menino. Ele detalha que quase metade dos residentes de Soho foram colocados em um sono sem fim pelo Tomo Mágico, que fica no 2º andar. Decidindo que é muito perigoso lutar dentro de casa, o grupo o atrai para fora. Seus ataques, porém, são inúteis, o que o menino, revelando-se como Hans Christian Andersen, atribui ao mármore de sua realidade. Ele revela que o tomo é um Servo perdido colocando as pessoas em um sonho em busca de um Mestre de cuja psique ele pode tomar forma. Andersen dá ao livro Nursery Rhyme, que se transforma em uma jovem garota chamada Alice. Depois de derrotá-la, o grupo retorna ao apartamento de Jekyll agora acompanhado por Andersen.
Depois que Jekyll diz que Jack está atacando a Scotland Yard, o grupo corre para lá. Eles acabam indo para a delegacia onde encontram Jack e um Caster, que revelou ser um dos líderes do Projeto Demonic Fog: "P". Ele confirma as suspeitas de Mordred de que Jack massacrou toda a estação e admite que estava sob suas ordens para que pudesse receber um item selado magicamente da estação. Ele então ordena a Jack que mate o grupo, mas eles a matam. "P" então se teletransporta de volta para seus compatriotas antes que o grupo possa interrogá-lo.
Voltando ao apartamento, o grupo aprende com Andersen que os Servos estão se materializando da Névoa Demoníaca. Tais servos são Andersen, Nursery Rhyme, Mordred, Mephistopheles e Jack. Romani refuta que é impossível para os Servos se manifestarem sem a influência do Graal. Em resposta, Anderson, a névoa foi criada pelo poder do Graal. Mordred então sai em patrulha, seguido por Ritsuka e Mash.
Enquanto patrulham as ruas, o grupo eventualmente encontra William Shakespeare, que recentemente se materializou no nevoeiro. "P" então chega, planejando obter Shakespeare para seu grupo. Confirmando as suspeitas de Romani, ele admite que seu grupo tem procurado os Servos que se materializaram da névoa e os manipularam para expandir a névoa. Ele revela que seu nome verdadeiro é Paracelsus von Hohenheim e luta contra o grupo. Depois de matar Paracelso, o grupo retorna ao apartamento de Jekyll acompanhado por Shakespeare.
Após uma patrulha matinal, o grupo relata a Jekyll sobre a produção em massa de Helter Skelters. Ele suspeita que o Projeto Demonic Fog está aumentando seus esforços para obter mais Servos da névoa após a morte de Paracelso. Ritsuka então conta a Anderson sobre as Singularidades. Romani revela que a consciência e a influência do Project Demonic Fog se estende apenas às ruas cobertas pelo Demonic Fog. Mordred diz que eles precisam desativar os Helter Skelters. Andersen decide que quer recuperar dados da Torre do Relógio para provar sua teoria sobre a Guerra do Santo Graal. Mordred e Jekyll, no entanto, revelam que a entrada da Torre, o Museu Britânico, foi destruída pelo Projeto Demonic Fog para remover qualquer oposição. Concordando com o pedido de Andersen, o grupo parte para as ruínas do Museu, agora acompanhado por ele, Jekyll e Shakespeare.
Chegando ao Museu, o grupo cava nos escombros para encontrar a entrada subterrânea da Torre do Relógio. Romani detecta energia mágica subterrânea quando tomos mágicos surgem e atacam o grupo. Depois de destruir os livros, Jekyll teoriza que eles já foram grimórios trazidos à vida pela Névoa Demoníaca. O grupo então segue para o subsolo e confirma que os magos estão mortos, suspeitando que o culpado ainda esteja por perto. Eles logo se deparam com uma porta protegida para a biblioteca. Andersen e Jekyll investigam dentro enquanto os outros guardam a porta. Os feitiços nos livros impedem Jekyll e Andersen de levá-los para fora, então o outro deve defendê-los até encontrar os dados que Andersen está procurando. Enquanto os outros continuam a se defender contra os inimigos, Jekyll se transforma em Hyde para lutar com eles. Andersen finalmente encontra os dados que procurava, então o grupo retorna ao apartamento.
De volta ao apartamento, Andersen revela que o ritual de invocação do Servo da Guerra do Santo Graal foi adaptado de um que convocou sete dos mais fortes Espíritos Heróicos para lutar contra um inimigo poderoso. Ele suspeita que alguém previu a vinda do grupo e colocou as informações sobre o ritual para eles encontrarem. De repente, o apartamento é atacado por um grupo de Helter Skelters. Após expulsá-los, Romani informa ao grupo que os robôs foram criados a partir de um Nobre Fantasma. Ele também revela que eles são controlados remotamente pelo Servo que os convocou, o que significa que eles irão desaparecer se o Servo for morto. Enquanto o grupo pondera sobre a localização do Servo, Frankenstein revela que ela sabe onde eles estão.
Frankenstein lidera o grupo para as Casas do Parlamento, onde são atacados por um grupo de Helter Skelters comandado por um grande. Mordred protege Frankenstein enquanto Ritsuka e Mash lutam contra os Helter Skelters. Com a destruição do grande, os outros Helter Skelters se confrontam de repente. Mash então tira fotos do grande Helter Skelter, conforme solicitado por Romani. Ela percebe o nome do fabricante nele, que está ausente dos outros, que diz "Charles Babbage, AD 1888".
Na manhã seguinte, Jekyll diz ao grupo que Charles Babbage está vivo, apesar dos registros históricos de Caldéia dizendo que ele deveria estar morto agora. Romani atribui isso às distorções criadas pela Singularidade, resultando na mudança dos eventos. Assim, os mortos ainda vivem e não existem como espíritos heróicos, como Jekyll e Frankenstein. Jekyll revela que os Helter Skelters que foram completamente desligados foram todos reativados. O grupo sai para derrotar aquele que controla os Helter Skelters.
O grupo segue o exemplo de Frankenstein novamente, mas eles logo suspeitam que ela os está enganando desta vez. Ela admite que não acredita que Babbage esteja construindo Helter Skelters para machucar os outros. Mordred a convence a conduzi-los até ele, dizendo que suas ações agora contradizem sua crença em sua boa natureza. Seguindo Frankenstein, o grupo logo encontra Babbage, que revela ser ao mesmo tempo “B” do Projeto Demonic Fog e um Servo que emergiu da Demonic Fog. Babbage lamenta a Incineração da Humanidade e começa a se render quando Frankestein fala com ele. Ele de repente fica furioso por causa de M usando o Graal e ataca o grupo. Depois de ser derrotado, Babbage diz ao grupo para irem para o subsolo, onde encontrarão a fonte da Névoa Demoníaca: sua Enorme Máquina a Vapor, movida pelo Santo Graal, Angrboda. Depois que Babbage desaparece, o grupo leva Frankenstein de volta ao apartamento de Jekyll antes de seguir para o subsolo
Viajando nas profundezas do subsolo, o grupo finalmente chega à câmara que contém Angrboda. Lá eles encontram Makiri Zolgen, o primeiro líder do Projeto Demonic Fog. Makiri revela que a névoa demoníaca foi criada para destruir toda a Inglaterra, comandada por seu rei. Ele continua, um Espírito Heroico capaz de ativar totalmente a Névoa Demoníaca logo se materializará da névoa. Proclamando o desejo de seu rei de remover a feiura do mundo, Makiri se encarna em Barbatos e ataca o grupo. Após Barbatos ser derrotado, Makiri tenta convocar um Servo, mas Mordred o mata antes que ele possa terminar o encantamento. No entanto, servindo como o círculo de invocação e o encantamento restante, a Névoa Demoníaca completa o ritual. O Servo anuncia que é Nikola Tesla e se dirige para a superfície enquanto o grupo fica inconsciente por causa da explosão massiva de Energia Mágica de sua invocação. Depois que eles acordam, Romani avisa Tesla que está indo para um ponto na superfície para ativar totalmente a Névoa Demoníaca para que se espalhe pela Inglaterra para destruir a era. Ele explica ainda a linha extra de Makiri para o Aprimoramento da Loucura durante a invocação fez Tesla executar automaticamente a tarefa para a qual foi convocado. Após derrotar o homúnculo que os emboscou, o grupo logo alcança Tesla. Ele revela que a névoa ativada absorve energia mágica sem limite, impedindo o grupo de alcançá-lo. Mordred dispersa a névoa quando absorve seu Clarent Blood Arthur. O grupo usa esta oportunidade para lutar contra Tesla, mas a névoa logo retorna. Antes de continuar para a superfície, Tesla diz ao grupo que está indo para onde a névoa é mais densa, os céus acima do Palácio de Buckingham. Ele explica que um raio dele ativará totalmente a névoa e implora que o parem antes que ele o faça. Ele logo chega à superfície e cria uma escada para o céu quando Sakata Kintoki e Tamamo-no-Mae o confrontam.
O grupo corre de volta para a superfície e encontra Kintoki e Tamamo, que recentemente lutaram contra Tesla. Kintoki diz a eles que dispersou a névoa em torno de Tesla. O grupo então corre escada acima de Tesla para matá-lo. Depois de matar Tesla, eles se preparam para retornar ao subsolo para remover o Graal de Angrboda. No entanto, eles são interrompidos quando Artoria Alter de repente se materializa da névoa, absorvendo-a conforme ela se materializa. Depois que o grupo mata Artoria Alter, eles retornam à câmara de Angrboda para remover o Graal com Andersen, Shakespeare, Kintoki e Tamamo se juntando.
Na câmara de Angrboda, Romani avisa o grupo sobre uma estranha distorção semelhante a um Rayshift ali. Uma figura misteriosa então se manifesta a partir da distorção e expressa seu desapontamento com Gilles de Rais, Romulus, Jason e Tesla por seus fracassos. Ele se revela como o responsável pela Incineração da Humanidade e seu nome é Salomão. Acusado de ser um mero servo, Salomão explica que se manifestou sob seu próprio poder para destruir a humanidade. Ele revela que o anel de luz que Ritsuka e Mash têm visto nos céus das Singularidades é seu terceiro Nobre Fantasma, Ars Almadel Salomonis. Por interesse em Mash, ele convoca apenas quatro dos Deuses Demônios e ataca o grupo. O grupo mata um dos Deuses Demônios, no entanto, Salomão mata Shakespeare, Kintoki e Tamamo. Mash implora a Romani para levá-los para casa, mas ele responde que a presença de Salomão torna isso impossível. Salomão declara que supera todos os Servos, independentemente de suas classificações como Espíritos Heróicos. Ele então tenta matar Mordred, mas Andersen bloqueia seu ataque. Andersen explica que o sistema de invocação do Espírito Heroico original criado pela Força Contrária os convoca como Grandes Servos para proteger a humanidade de uma ameaça destrutiva nascida da humanidade. Solomon confirma que o sistema de invocação usado na Guerra do Santo Graal é uma versão degradada do original. Ele então declara que é o Grande Caster e mata Andersen. Ele confessa que só chegou à Singularidade por capricho e se prepara para partir. Ele proclama que a Caldéia não é uma ameaça para ele, a menos que destrua sete Singularidades. Ele então chama os humanos de inúteis para viver, apesar de suas mortes e folhas inevitáveis. O grupo então recupera o Graal e retorna à superfície. Depois de se despedir de Mordred, Ritsuka e Mash voltam para a Caldéia.
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Esse foi um das melhores Singularidades do jogo até agora pois aqui as coisas começam a ficar muito interessantes.
E só de ter Mordred na historia eu já fico satisfeito. Agora só falta ter ela como servo.
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2020.10.02 09:03 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 3: Conduzir no UK]

Olá amigos. Hoje vamos novamente falar de carros, desta feita das diferenças que encontrei entre a condução no UK e em Portugal. Como é meu hábito e apanágio, vou desperdiçar o vosso tempo a explicar porque é que eu acho que as diferenças são o que são, em vez de prestar o serviço útil que seria especificar quais as diferenças exactas. Pode ser que se consigam tirar umas pelas outras.

Take-Aways Principais

Guinar para a direita em caso de emergência

Guinar (verbo): * dirigir um veículo abruptamente numa certa direcção, normalmente como reação a algo abrupto e inesperado; * mudar radicalmente de opinião acerca de um assunto, normalmente porque a opinião anterior deixou de nos ser vantajosa (ver: política).
Quando se começa a conduzir muito novo, como foi o meu caso, desenvolvem-se instintos para certas coisas. Por exemplo, se se nos apresenta um perigo de frente, então o instinto é o de encostar à direita primeiro e fazer perguntas depois; toda a gente treina a encostar à direita, por isso todos fazemos o mesmo e todos ficamos todos em segurança. Não tem que haver pânicos nem descontrolos; há que colocar o veículo em segurança (seja lá qual for o estado anterior) e depois logo se vê o que é que se faz e fez e de quem é a culpa.
Isto é, até conduzirmos num país em que toda a gente guina à esquerda, claro.
Um dia destes atravessava uma pequenina aldeia no interior profundo do Sudoeste. (Uma pequena tangente: as aldeias pequeninas do interior profundo do Sudoeste são das coisas mais bonitas que já vi. Tropeçam-se em abadias da idade média e em monumentos pré-históricos, é incrível.) Obviamente, a rua era estreita demais para caberem dois carros. Nestes casos noto os meus instintos continentais a tomarem conta da condução, e dou por mim a colocar o carro mais à direita que à esquerda. Não tem mal; de qualquer modo vou sozinho. Pouco depois a rua abre-se numa (espectacular) praça ampla e deparo-me com uma senhora num Range Rover em claro excesso de velocidade directamente à minha frente, dirigindo-se na minha direção e, portanto, na direcção do meu precioso carro novo. Eu guinei à direita, ela guinou à esquerda (dela), bom travão e ficámo-nos pelos embaraços. Ela deitou as mãos à cabeça, e eu tive que dar o braço a torcer; regressei ao meu lado da estrada de olhos fixos em frente. Travões foram testados, palavrões foram ditos, lições foram aprendidas.
Eu defendo que a adaptação à condução no UK se divide em 4 fases mais ou menos distintas:
  1. Primeiras semanas: "foda-se caralho de onde é que veio aquele não sei fazer nada ai vem aí uma rotunda AI FODA-SE AFINAL SÃO DUAS VALHA-ME NOSSA SENHORA VAMOS TODOS MORREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER----"
  2. "Afinal isto até se faz": começa-se a ganhar alguma confiança e deixa-se o "piloto automático" tomar conta de vez em quando.
  3. "Afinal não": apanha-se um susto (vide senhora do Range Rover), e a condução volta a ser tensa.
  4. Verdadeira adaptação: depois de uns milhares de quilómetros e de umas idas a Portugal, um tipo nota finalmente que parece tão familiar conduzir de um lado como do outro. Não há hesitações, consegue-se prever o fluxo do trânsito, sabe-se onde andam as rodas, e por aí fora.
Este episódio marcou a minha fase 3. Naturalmente, neste momento encontro-me na última destas 4 fases, o que se consegue facilmente compreender uma vez que não vejo o futuro. Ainda assim parece-me razoável que assim seja: é comum os processos de aprendizagem e adaptação se fazerem em "tentativas", em ondas e bochechos até estabilizarem em algo confortável. Cavalgamos no sentido de nos sentirmos melhor, mais confiantes, e por isso tapamos buracos no chão com tábua fina. Quando pisamos a tábua ela racha, e aprendemos que temos que a trocar por tábua mais grossa.
O instinto é, pelo menos para mim, uma parte muito importante da condução. Eu habituei-me a ter uma noção quase extra-corpória de onde está o carro, onde vai passar, o que é que os outros estão e vão fazer, etc. E todo o processo é completamente inconsciente: basta-me ir com atenção e toda a condução se faz suavemente e por si própria. Aliás, uma das primeiras coisas que notei quando comecei a conduzir aqui foi o quão exausto estava depois de uma viagem; todo o processo era muito mais manual, muito menos fluído e muito mais difícil de manter.

Conduzir é mais que guiar, é comunicar

Eu não sei das vossas inclinações filosóficas, mas eu cá perco-me um bocado com pesquisas; vem com o trabalho na academia, suponho. Ora sucede que, segundo se consta em ramos como a Psicologia, a comunicação entre pessoas é muito mais do que verbal. Claro que todos nós sabemos, conscientemente ou não, que isso é verdade: uma mulher dizer "não" enquanto morde o lábio é muito diferente de dizer "não" enquanto nos esbofeteia, o que por sua vez é muito diferente de dizer "não" enquanto nos esfaqueia no abdómen. O que ela disse foi o mesmo, mas a intenção era claramente diferente. São essas subtis marcas não-verbais que fazem toda a diferença na interacção do dia-a-dia.
Ora a condução, na medida em que envolve uma série de processos de mediação, não é mais que uma forma de comunicação. Ao colocarmos o carro em certo local indicamos que queremos avançar; os piscas indicam para onde vamos (quando se usam); podemos acenar para ceder passagem, ou abanar a cabeça para explicar pacientemente que não pretendemos ceder passagem. Podemos buzinar para expressar descontentamento, ou ofensa, ou felicidade porque o Benfica ganhou. Podemos trocar o escape por um barulhento para comunicarmos a todo o mundo que somos profundamente atrasados mentais. Podemos colar o logo da FPF na mala do carro de modo a mostrarmos a todos que não só somos portugueses, como também não sabemos distinguir o futebol dos verdadeiros símbolos nacionais. Podemos até abalroar um peão ou um ciclista como forma de lhes fazermos ver que a estrada não é sítio para eles.
Todos estes actos são pequeninas mensagens que indicam aos outros utilizadores da via o que pretendemos fazer. A condução está cheia destas pistas. É como manter uma conversa: "eu vou para ali", dizemos nós com o pisca, "ok, mas eu passo primeiro", diz o outro condutor avançando, "ok, passa então", dizemos nós parando, e por aí fora. Ora, como em toda a boa forma de comunicação, povos diferentes falam línguas diferentes. Eu defendo que na condução se passa exactamente o mesmo.
Em Portugal a comunicação entre condutores é muito franca e aberta: toda a gente que vai mais devagar que eu é um caracol do caralho, e toda a gente que vai mais depressa é doido. Ninguém passa à frente porque eu é que sou importante, e outros que tais típicos silogismos Latinos. Obviamente que a mim, como português, a "língua" a mim me parece aberta, clara e óbvia. A habituação ao estilo português de condução permite-nos prever muito bem o que é que vai acontecer, e decidir de acordo com isso. Conseguimos saber quando esperar que o veículo à nossa frente acelere, sabemos como esperar que reaja a mudanças no limite de velocidade, sabemos como reagir a uma travagem na autoestrada, etc. Estamos integrados na massa de condutores que nos rodeia, aos quais estamos unidos por uma teia de micro-acções (não confundir com a fraude das micro-expressões) que nos fazem entender uns com os outros de forma natural, quais formigas no carreiro.
Um condutor estrangeiro topa-se à distância. Na minha terrinha é costume receberem-se alguns carros de matrícula francesa entre o fim de Julho e o início de Setembro, mas nem era preciso olhar para a matrícula! A forma como se posicionam, como contornam uma rotunda, até como avaliam quando entrar num cruzamento traem logo a estrangeirisse (ou a emigrância longa). Claro que o logo da FPF no vidro de trás acaba por denunciar muitos, mas garanto que também não era preciso. (Nota: ainda não apliquei no meu carro o obrigatório logo da FPF. Eu pensava que me chegava um pacote da embaixada assim que comprasse o carro, mas noto que até nas coisas importantes a diplomacia portuguesa me está a falhar.)
No UK, as pessoas parecem ter para a condução a mesma atitude que têm no dia-a-dia umas com as outras: uma certa vontade de não agravar, uma delicadeza assertiva e um pragmatismo típico que tornam o processo bastante diferente do nosso. Isto complica a habituação à condução aqui para lá do óbvio "fazer tudo ao contrário". Eu até diria que a condução à esquerda é uma falsa barreira, e que a adaptação é muito mais profunda que isso. Existem expectativas diferentes, dicas diferentes e assunções diferentes. Numa palavra, o trânsito inglês é "ordeiro". As filas unem-se por "zippering", os limites de velocidade são respeitados, as manobras anunciam-se atempadamente com piscas. As marcas da estrada são claras, abundantes e respeitadas. Não se fazem arrancadas, não se corta à frente de ninguém; estamos todos nisto juntos. O trânsito é cooperativo e não adversarial. Obviamente que há excepções, mas estamos aqui a falar no sentimento geral e esse é, sem dúvida, muito diferente do português.
Inicialmente, a sensação é assoberbante. É como tentar falar uma língua que nunca falámos antes. Eu não sei o que é que estas pessoas estão a fazer, nem porquê, nem com que intenção. Obviamente estamos todos a tentar chegar a algum lado, mas os detalhes escapam, e toda a gente sabe que o diabo está nos detalhes. É como ouvir alguém falar criolo: eu percebo algumas palavras, uma expressão aqui e ali que traem a origem portuguesa, mas a mensagem global ilude-me. Uma coisa que fez muita diferença foi entender que as rotundas pequeninas (aquelas desenhadas no chão) na realidade não são rotundas; são cruzamentos. Dá-se prioridade à direita, e não se entra lá dentro enquanto lá estiver alguém. Entender isto foi um salto enorme para mim.
Como é óbvio, o episódio ali acima da senhora do Range Rover foi coisa comum durante algum tempo. Entrei mal em rotundas, parei em cima de grelhas, fiz outras coisas completamente erradas por não entender um sinal, e por aí fora. Curiosamente, nunca andei em contramão nem nunca achei particularmente estranho conduzir ao contrário. A Maria diz que puxo um bocadinho à direita quando estou distraído, mas eu acho que é do vinho que ela bebe ao almoço.
Eu suspeito que haverá toda uma área de estudo acerca desta ideia de "conduzir é comunicação", porque não sou esperto o suficiente para estar aqui a descobrir ramos da filosofia. Até podia jurar que li um paper ou dois sobre as teorias de negociação de cruzamentos, e da forma como isso se podia codificar como linguagem. Ou então sou parvo. ¯\_(ツ)_/¯

Mais devagar é lesma, mais depressa é acelera

A velocidade é um exemplo óbvio de um aspecto da condução em que Portugal e o UK são radicalmente diferentes. Ora eu, português de gema, chego à A1 e afino o cruise control na velocidade mais elevada a que posso circular sem ser multado: 150. A essa velocidade, meros 30km/h acima do limite legal, vou constantemente a ultrapassar e a ser ultrapassado. Há uma certa formalidade em todos os desvios: a velocidade obriga a que as mudanças de faixa sejam feitas cuidadosamente, indicadas com antecedência, e até avisadas com sinais de luzes durante a noite. Acelera sim, parvo não.
Por outro lado, em terras de Sua Majestade a velocidade é o inimigo número 1; o condutor médio aqui seria visto em Portugal como "uma lesma do caralho". Mas pensemos um bocadinho: andar depressa é muito bonito, mas suponhamos que eu não sou novo, ou que estou cansado, ou que acabei de receber más notícias. Conduzir depressa nessas condições é geralmente uma má ideia mas, mais do que isso, a minha capacidade de prever o que fazem os aceleras fica fortemente diminuída. Se todos respeitarmos o limite, que por sua vez deve ser mais ou menos sensato, então garantimos que a estrada é um ambiente mais inclusivo e menos perigoso para todos. Consequentemente, torna-se muito menos excitante para nós, pessoas novas e (excessivamente) confiantes, que gostamos de apertar. Além disso, a velocidade é fortemente fiscalizada e as multas são muito caras.
Não, a sério, as multas são muita caras. Vi os preços e decidi que andar devagar já não me incomodava assim tanto.
Inicialmente, atravessar uma aldeia a 30mph trazia-me ânsias. "O que é que eu vou a fazer a esta velocidade? Vou ficar velho antes de lá chegar!"" Mas com o tempo habituei-me a um estilo de condução mais lânguido, mais relaxado. Posso ouvir uma musiquinha ou um podcast enquanto atravesso a aldeia nas calmas. Nada de mal me vai acontecer porque, francamente, indo a 30mph pára-se quase instantaneamente. É quase zen!
As estradas de campo, pelo menos para estes lados, são uma experiência completamente diferente. O limite de velocidade por omissão numa A ou B road é de 60mph, aproximadamente 100km/h, ou 10km/h mais alto que o limite português. A isto alia-se uma característica interessante das estradas secundárias inglesas: são muito estreitas e não têm bermas; aqueles 60mph parecem 200! É possível praticar uma condução muito divertida, perfeitamente dentro dos limites da legalidade e da segurança. Para pessoas se viram forçadas a comprar um carro menos pontente do que inicialmente esperavam, é muito bom ainda assim se conseguir tirar algum prazer da condução mais "dinâmica".
Ainda assim, na presença de outros carros volta-se ao ordeiro. E isto nota-se até na condução de outros: é comum ir calmamente por estas estradas, e ver um carro aproximar-se por trás com uma atitude mais aventureira, apenas para depois se colocar tranquilamente atrás de mim como se nenhuma pressa alguma vez tivesse tido. Nada de tailgating, nada de tentativas parvas de ultrapassagem, apenas refrescante respeito pelo meu direito de respeitar o limite de velocidade naquela particular situação. E quando há uma aberta ou uma secção de duas faixas, então lá vai ele com pressa outra vez. A chico-espertice parece mais rara.

Toda a gente em todo o lado

Há um aspecto da sociedade no UK, pelo menos aqui no Sul, que nunca vejo discutido quando se fala em viver cá: este país é muito mais congestionado que Portugal. Há mais pessoas em todo o lado, há escassez de casas, há muito trânsito. Eu estou habituado a atravessar a estrada de campo entre Coimbra e a Figueira a meio da noite sem me cruzar com absolutamente ninguém. Tal coisa nunca me aconteceu aqui. Mesmo com uma rotina algo fora do comum, estou sempre limitado pelo trânsito onde quer que vá. Isto resulta, geralmente, numa condução mais lenta e aborrecida do que aquilo a que podemos estar habituados em Portugal. Ou, agora que já estou habituado, numa condução mais zen.
A própria infrastrutura contribui de forma negativa para isto. Pelo menos em relação ao que estou habituado, a rede de autoestradas do UK é menos extensa que a portuguesa (em relação à população e à área). Eu estou muito habituado a, onde quer que vá em Portugal, haver autoestrada quase de porta a porta. Claro que ter vivido sempre em cidades com bons acessos é um factor importante! Mas há vários caminhos relativamente extensos que faço com frequência, entre sítios "importantes" aqui, para os quais não há nenhuma ligação rápida. De um modo geral, noto que demoro mais tempo a cobrir distâncias semelhantes vs o que fazia em Portugal. A distância Bristol-Londres parece muito, muito, muito maior que a distância Coimbra-Porto. Claro que é maior, mas parece ainda maior do que o maior que já é.
Com uma rede de autoestradas com menos cobertura, torna-se muito comum as estradas de campo, aquelas bonitas das quais a gente gosta, estarem congestionadas: trânsito de caminho casa-trabalho-casa, trânsito agrícola, camiões ou bicicletas, etc. Assim, apesar de o limite de velocidade nas estradas de campo ser elevado, é relativamente raro conseguir-se fazer uma viagem com alguma distância a uma velocidade média decente. Como as estradas são estreitas, e como há aquele respeito a todo o trânsito, é muito mais difícil resolver isso com ultrapassagens.
Um aparte, e sabendo que é uma opinião altamente controversa e que só me vai trazer chatices: eu entendo que se um ciclista
então é um filho da puta e devia-lhe crescer um ananás no cu. Eu percebo que toda a gente tem direito a utilizar a infraestrutura. Eu entendo que o ciclista tem tanto direito a usar a estrada como eu. Mas do mesmo modo que os camiões de vez em quando encostam para deixar passar a fila, não ficava nada mal ao menino da licra fazer o mesmo. Eu quando sei que vou andar devagar, por exemplo porque vou em passeio ou a ver a paisagem, então também encosto de vez em quando para deixar os outros passar; lá porque eu posso usar a estrada para fazer isso, não quer dizer que seja fixe atrasar toda a gente que tem o azar de vir atrás de mim. É altamente irritante fazer 10km ou mais em segunda atrás de uma fila gigante, e chegar atrasado a todo o lado, só porque o Barry decidiu que hoje era dia de salvar o planeta. Po caralho, Barry.
A condução em autoestrada é muito diferente da nossa. Obviamente que há aceleras, mas regra geral o trânsito flui "en bloc" a 75 mph, suspeito porque o cruise control é muito comum cá. A diferença de velocidade entre caros é muito menor, e simultaneamente a velocidade absoluta a que todos circulamos é mais baixa. A condução em autoestrada parece menos "formal" do que em Portugal. É mais fluída, mas de uma forma desagradável: os ingleses não têm reservas nenhumas em meter pisca e atravessarem-se à nossa frente a 75mph. As ultrapassagens são muito frequentes, mas fazem-se com diferenciais de velocidade muito mais baixos, e por isso demoram muito mais tempo. Há muito mais trânsito de pesados na autoestrada, por isso são mais esburacadas e vê-se muito "snail races", aquele fenómeno em que um camião que circula a 61.2mph demora 2847289167219 horas a ultrapassar um camião que circula a 61.19mph.
A questão do congestionamento também se aplica, naturalmente, ao estacionamento. Os lugares são relativamente limitados e normalmente são pagos. Nem todas as casas que estão disponíveis para arrendacomprar têm estacionamento associado e, particularmente nas cidades, ter estacionamento privado é claramente um luxo. Eu tenho estacionamento privado neste bloco de apartamentos, mas isso é relativamente raro até aqui no campo. Sempre que quero visitar algum local faço questão de escolher de antemão onde é que pretendo estacionar, e até aponto o GPS logo para o estacionamento. Mas nem tudo são más notícias: é normal haver estacionamento pago e relativamente fácil em qualquer sítio que se queira visitar, e os preços normalmente não são horripilantes. Um contra-exemplo fácil é o centro de Bournemouth, onde normalmente pago umas 8£ para estacionar durante 6 horas. E uma boa parte dos estacionamentos aceita pagamento contactless, e alguns até são completamente ticketless, o que até é fixe. De um modo geral:

Conclusão

Eu podia escrever sobre conduzir durante dias, e talvez revisite o assunto no futuro. Não só é uma actividade que me traz uma satisfação imensa, como é algo que me intriga intelectualmente. Parece obviamente uma má ideia alguém propôr "ei zé, vamos dar a cada pessoa um caixote de lata de 2 toneladas, e fazê-los andar em velocidade, em sentidos opostos, a meros centímetros uns dos outros". Toda a experiência parece condenada à catástrofe mas nós, do nosso jeito humano, lá fazemos a coisa funcionar. É muito interessante ver que não só fazemos com que a condução seja algo que seja útil, como povos diferentes têm abordagens diferentes à "solução" para que funcione. Nós cultivamos um estilo de condução, os ingleses outros, e com um bocadinhod e tradução até acabam por encaixar.
Como referi antes, nesta altura acredito que a condução à esquerda é um "red herring" (um peixe vermelho?) no que toca ao processo de adaptação à condução aqui. Conduzir à esquerda é estranho, concedo, mas não é o mais estranho. Uma parte crucial da condução é sermos capazes de prever o que os outros vão fazer, de sabermos o que esperar e, posto de uma forma simples, as coisas aqui são diferentes.
As estradas estreitas de campo foram a salvação da minha saúde mental durante o lockdown. Estar fechado o dia todo, legalmente impedido de sair para tudo o que não seja essencial e receoso do contágio, é algo que pesa na mente. A possibilidade de me fechar seguro dentro do carro e passear foi um escape gigante. Geralmente, adoro conduzir aqui, nem muito mais nem muito menos que em Portugal. São dois estilos diferentes, mas ambos têm as suas virtudes.
É importante mencionar novamente, para benefício de quem lê na diagonal, que a minha experiência é altamente individual e que procurei relatar o espírito geral da vivência através de uma generalização que pode não funcionar. Obviamente que há excepções; obviamente que há parvos em todo o lado, e por vezes o parvo sou eu.
Para o próximo episódio estou a pensar fazer uma espécie de "rescaldo das crises" e cobrir o Brexit e a pandemia mais ou menos como um. Apitem na caixinha se acham boa ideia.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

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Referências

Hoje não há :)
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2020.09.30 22:15 micossa Uma análise do elenco do Inter; Soluções pro momento e o futuro

É quarta-feira, meus colorados. Como tem sido de costume nos últimos 10 anos, a gente anda se fudendo muito com o nosso time. Recentemente, é plausível de argumentar que a gente se fudeu ainda mais do que costumeiramente, mas o pevide do torcedor colorado já tá tão arregaçado de levar pilão que já nem doi mais, e essa discussão é então banalizada. Parece que a direção implodiu, e nosso time - e até o treinador, que tanto nós havíamos depositado/depositamos esperança - dá impressão de ter largado de mão. É nesse cenário triste e desolador que nós, torcedores palpiteiros brasileiros de plantão, devemos surgir para comentarmos teses estúpidas e prepotentes sobre o que fazer pra mudar o cenário atual, sem se esquecer do futuro – e é com esse propósito que hoje vos escrevo.
Tenho seguidamente criticado o Dudu nessas últimas semanas. Xinguei ela pelas decisões - aparentemente – claramente equivocadas, pelas trocas bisonhas e o comportamento derrotista que me incomoda muito de ver num cara na posição mais importante pro futebol num time do tamanho do Inter. Mandei ele se fuder, mandei ele tomar no rego, e talvez tenha dito uma coisa ou outra sobre a mãe dele. Hoje de noite, entretanto, decidi me pôr nos sapatos do nosso Tonhão da Lua da castelhano, pra sonhar sobre o que poderia ser feito de diferente visando o momento horrível e projetando o futuro do Inter com ele no comando.
É pra isso que aqui tá uma tabela, construída com o propósito de ser o máximo objetiva sobre o elenco atual, tratando das peças que Dudu tem pra montar nosso time. Tirei os dados da idade dos jogadores do site oficial do Inter, da duração dos contratos do TransferMarkt e da situação no time, do aproveitamento e potencial no mercado dos jogadores do meu – limitado – conhecimento sobre futebol.
Foram estimadas faixas para os salários dos jogadores por não ter sido possível encontrar informações e números concretos em lugar nenhum sobre isso, além de uma entrevista ou outra do Rodrigo Caetano falando que o Inter gasta aproximadamente 7 milhões de reais mensais pra cobrir todas as despesas contratuais dos jogadores, incluindo luvas. Leve em consideração, também, que as faixas de salário devem ser ajustadas à realidade de um clube brasileiro do porte do Inter; portanto, um jogador com o salário na faixa “alta” deverá receber algo em torno de 400 a 450 mil R$/mês em diante.
Nas colunas de insuficiência e aproveitamento, tentei ser o mais imparcial possível e analisar somente os dois fatores relacionados às habilidades fundamentais que um dado jogador precisa pra exercer seu serviço no campo, o técnico e o físico, além de ter separado os jovens em categorias que levam em consideração o estágio de desenvolvimento de seu jogo. Isso me obrigou a colocar até meu maior ídolo de todos no futebol como insuficiente pro atual momento do colorado, por exemplo - e doeu muito.
Sobre a coluna "detalhes": ela diz respeito aos detalhes do contrato do jogador. "/1" significa que o contrato do jogador tá expirando na metade do ano, e não no final, e o " - E" significa que o jogador está emprestado e não pertence ao Inter.
Deu pra tirar uma série de conclusões daqui. Me proponho a escrever e discutir com a participação de todos nos comentários quais são essas conclusões, e vou usar esse resto de espaço que tenho aqui pra então falar sobre coisas que me chamaram atenção enquanto tava montando a tabela:
  • Essa direção do Inter, mesmo contratando muito pangaré, foi ao menos sensível em ter uma folha responsável no tocante à duração dos contratos. Só quatro jogadores (Nonato, Praxedes, Yuri Alberto e Peglow) têm contratos firmados com duração superior à 3 anos; são, também, todos jogadores com potencial pra pintar melhor ali pra frente;
  • O Inter é dono de somente metade (3 de 6) dos laterais aproveitados até agora que ainda estão no elenco (Heitor, Leo Borges e Uendel);
  • Têm bem claro um dedo humano na montagem do elenco. É um dedo necrosado, é verdade, mas não parece que foram jogadores escolhidos a bangu pela direção. A maior parte dos jogadores cumpre um papel dentro do plantel, apesar de serem ruins que nem dor de parto;
  • Diferente das laterais, do gol e do ataque, é impossível determinar uma ideia de hierarquia de substituição com tanta naba por metro quadrado no meio-campo do Inter. Além dos titulares Boschilia, Edenilson e Patrick e Dourado, que seria titular não fosse a merda da situação que a gente tá passando e Johnny que já mostrou muita bola, não fica claro sequer uma opção imediata pra mudar um jogo vindo do banco. Esse cara era pra ser – e estava sendo – o Marcos Guilherme, mas ele afundou depois da pandemia;
  • TODAS as peças com salário na faixa presumida alta ou estão em má fase ou não jogam por motivos esotéricos; Cuesta anda(va?) mal, Saravia se machucou ontem, D’ale já não é mais o mesmo, Edenilson tá nas Arábias e Dourado e Gurrero tragicamente perderam uma perna. Isso é resultado duma urucubaca dos Orixás muito bem trabalhada, e querendo ou não explica muito da fase terrível que passamos;
  • Por bem ou por mal, o Chacho deu chance pra praticamente todos os jogadores do elenco principal;
  • O Inter têm um excesso gigantesco de primeiros volantes no elenco. Isso se dá também pelo surgimento repentino de jovens como o Johnny, mas a direção poderia ter planejado essa ascensão de um menino ou outro também na montagem do elenco;
  • NOVE dos 12 jogadores julgados insuficientes estão na faixa de salário presumido médio pra cima. Isso machuca muito a folha, porque tira espaço de manobra pra contratar onde realmente precisa ~cof meiocampista de frente cof cof~. Sem olhar a tabela, garanto que você consegue acertar o nome de todos, torcedor colorado;
Essas são as coisas que mais me saltaram aos olhos da tabela. Quanto à soluções pro atual momento e com o futuro em mente, acho que dá pra pensar numa combinação dessas:
  • Começando com o óbvio: pensar na reoxigenização da posição de goleiro. Ambos Lomba e Danilo ainda têm algum valor de mercado e ocupam faixas de salário média/altas; dá pra ficar com um deles, e tentar negociar o outro. O Inter tem muito talento de goleiro, e eles precisam receber chances;
  • Não mexer no panorama da zaga. Essa situação tá bem confortável pra nós pros próximos 2 anos. Cuesta e Moledo ainda vão estar no auge pra zagueiro mais uns 2/3 anos, e nesse tempo dá pra ir desenvolvendo o Zé, que mesmo tando numa fase amaldiçoada, já mostrou ter muito potencial junto com outros da base;
  • Dar uma repaginada no meio-campo, substituindo algumas peças mais defensivas - das quais a gente tem inúmeras - no mercado por jogadores em outros clubes de posições avançadas. Lindoso e Pottker cairiam muito num negócio desses; Nonato é outra peça que poderia ser envolvida numa troca, apesar de ainda ter potencial; dá, também, pra realizar um movimento mais agressivo e que iria doer no coração de muita gente, inclusive no meu, mandando o Dourado passear nas Europas enquanto ele ainda tem valor de mercado, pra ter bala pra contratar um cara de calibre alto;
  • Interromper a contratação (especialmente por empréstimo) dos meia-bocas E NÃO RENOVAR COM OS QUE AINDA ESTÃO NO CLUBE, estilo Rodinei e Moisés, que trancam o surgimento de jogadores razoáveis/bons com potencial de venda que recebem menos, ao estilo do que nós já fizemos essa década com Arthur, Geferson e Iago;
  • Começar a montar um time com opções mais jovens pra surgir com força na temporada 22, e NÃO RENOVAR O CONTRATO DE JOGADORES ESTILO LINDOSO ATÉ LÁ. Esse é o ano onde a maior parte dos contratos de bilonga que o Inter tem expiram, e vai ser a melhor oportunidade que vamos ter pra começar o próximo (e tomara que mais vitorioso) ciclo. Precisamos preparar a gurizada com talento que nem Praxedes, Zé, Peglow e Nonato pra essa virada, e Keiller, com 25, e cultivar uns caras que estarão entrando no auge das suas carreiras pra mesclar. Dois bons pivôs disso seriam Dourado e Boschilia, além do goleiro Daniel, que já vai ter 28 anos. São jogadores que entendem o que o clube representa, e que já vão estar com uma idade entre 26 e 28 anos;
(Vou ir editando essa thread conforme for colocando os pensamentos em palavras. Tenho mais coisa pra dizer, mas tô cansado de de escrever porque já tô horas nessa e quero fomentar a discussão o quanto antes. VAMO INTÊ)
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2020.09.28 13:17 Lipshoseok Meu namorado morre de ciúmes dos meus ídolos

Eu sou army (fandom do BTS) desde 2016, eu digo que eles me ajudaram bastante em muitas coisas (crises de ansiedade, baixa auto estima e afins) se tornaram minha válvula de escape, são importantes pra mim (avá). Conheci meu namorado em 2019, e fizemos já 1 ano e alguns meses juntos. No início, ele não ligava nada pra eu ser fã, achava super tranquilo e normal! Mas, recentemente, ele tem estado LOUCO por conta do bts, principalmente o Hoseok (meu fav). Eu já não sei quantas vezes ele brigou comigo por causa dos meninos, sendo que eu mal falo deles pro meu namorado (uso muito o Twitter pra interagir com outras armys e falarmos sobre eles), e por qualquer coisinha ele fica se mordendo de ciúmes, se eu os elogio, ou comento algo legal que eles fizeram, quando lança um mv ou algo do gênero eu fico admirava com o talento e tudo mais. Isso tem se tornado um grande inferno. A questão é que ele diz não ter ciúmes, mas quando pergunto qual o problema ele não tem uma resposta (?) e assim, eu acho muito no sense ter ciúmes de um ídolo, afinal o cara é mega famoso e NÃO ME CONHECE, e amor de fã não é igual amor que eu sinto pelo meu namorado! Eu só queria fazê-lo entender que bts não é uma “ameaça” pra ele, eu amo bts e o amo, assim como ele me ama e ama os ídolos dele (que são muitos/as) Eu conheci bts muito antes de conhecer meu namorado, não vou deixar eles por conta desse “ciúmes não ciúmes” no sense dele, mas quero que as coisas melhorem entre a gente...
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2020.09.28 08:35 DiabelAtreyu Não me identifico?!

Nunca conheci ninguém como eu. Não me encaixo em lugar nenhum, quero dizer, em homem nem mulher.
É bizarro. As pessoas olham pra mim e ficam na dúvida eterna, não sabem se me chamam de ele ou ela, sempre foi assim. Não sei se parei no tempo ou se é meu jeito que inspira isso. Talvez menos, porque agora estou enorme de gordo.
Desde pivete, as crianças me chamavam de sapatao (???), bichinha (???), esquisito e por aí vai. Nunca tive interesse em ninguém.
Namorei um cara por 8 meses, foi um inferno. Ele queria forçar o coito de todo jeito, fazia chantagem emocional, essas coisas. Era tão bichinha quanto eu, mas mesmo assim eu conseguia subjugar ele, no braço. Passei 7 meses tentando terminar, mas me livrei do embuste. Eu não gostava dele, era pressão psicológica da família. Ele era meu amigo, mas estragou isso.
Namorei uma mulher que, até me conhecer, era super bem resolvida. Lésbica. Causei o inferno na cabeça dela, porque a coitada não aceitava que poderia gostar de mim ou manter uma relação que não fosse com mulheres, ainda mais com alguém mais novo. Fizemos 1 ano de namoro, me vejo casando com ela no futuro próximo mas, ainda assim, trânsito entre os gêneros.
Se eu visto roupa de homem, fico parecendo uma menina com as roupas do pai. Se visto roupa de mulher fico, nas palavras da minha morena, um menino travesti desengonçado.
Isso aliado ao fato que não sinto atração sexual, minhas partes baixas são praticamente mortas. Não, não é problema de saúde. É como se tivesse um banquete, mas eu não tenho fome (e como do mesmo jeito, até passar mal, porque amo demais essa mulher pqp).
É isso. Só queria falar em algum lugar que pudesse achar alguém como eu. Obrigado.
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2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
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OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
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